UMA APOLOGIA CRÍSTICA
Vejamos. Nós devemos concorrer para um mundo possível.
O tão aclamado Mundo Melhor não nos
parece mais viável.
Ora, na verdade esse tal Mundo Melhor é
uma falácia. Nunca teremos um mundo melhor. Logo na criação o ser humano desobedeceu
ao seu Criado. E Deus então o manteve fora do Paraíso, por causa de sua
desobediência.
Mas o Criador nem por isso o amaldiçoou,
embora o tenha expulso do Paraíso, junto com Eva, sua companheira — o fez
oferecendo-lhes a oportunidade de escolher a Verdade, isto se chama o livre arbítrio, isto é, a possibilidade de
o ser humano escolher entre o Bem e o Mal. Ora, o livre arbítrio não significa
que o ser humano deva escolher sempre o Mal, por sua espontânea vontade. O
livre arbítrio na realidade sinaliza que o ser humano sempre deva seguir o
caminho certo, que seria escolher o bem, como uma bússola previamente
estabilizada para isto. Foi por isso que o Criador o colocou no mundo, para
praticar o bem, não o mal.
Entretanto, o ser humano preferiu escolher
o Mal, contrariando os Mandamentos do Criador. Por isto, o ser humano tem essa
tendência para o Mal, desviar-se do caminho do bem e consequentemente vir a praticar a injustiça, não a Ética e a Moral.
Dá-se então esse desvio da humanidade,
que parece tender para o mal, o ser humano esquecendo que a Vida há de ser
vivida para o Bem, a favor da Verdade.
Essa busca que as pessoas têm para o tal
Mundo Melhor não deixa de ser um engodo, aliás bem ao gosto da tal
mundialização da humanidade, o que, na verdade não passa de uma filosofia em
benefício da ideologia ditada pelo comunismo universal, inclusive seguindo os
preceitos fabulosos, mas perigosos, da Maçonaria, cujo objetivo sempre foi o
amordaçamento da humanidade, supostamente a favor da liberdade e fraternidade
entre os povos, contanto que prevaleçam os seus próprios, os interesses de um
grupo, uma espécie de casta poderosíssima,
extremamente poderosa que de há muito vem dominando o mundo, a humanidade.
O Mundo Melhor, convenhamos, não passa
de um disfarce de massificação do mundo.
Certo está Leibniz ao preconizar que
nunca obteríamos o tal mundo melhor, dada essa natureza do ser humano de
inclinar-se para o Mal. Então, em substituição a essa espécie de utopia ele
preconizou o que ele designou de o Mundo Possível, ou seja, aquele alcançável
dentre todas as imperfeições da matéria, de que o ser humano se imbuiu, não por
conta do livre arbítrio em si, mas por incursões da matéria, que, na realidade,
não é boa nem má, mas simplesmente existente.
Ocorre que nós, seres humanos, não somos
só matéria, somos também espírito, esse singular estro que vibra dentro do ser
que poderíamos cognominar O Ser em Si
Sendo.
É nessa conjunção apodítica que o ser humano deve conceber-se como ser capaz de realizar-se, envolto na esperança de viabilizar-se através da Fé, a fim de tornar-se um ser realmente crístico, isto é, verdadeiramente seguidor de Cristo neste mundo, controverso, e, porque não dizer desumanizado, por ter se afastado do caminho da Redenção criado por Jesus, o Mandatário Divino. É nessa perspectiva, altamente simbolizante, que devemos buscar o mundo, que devemos dele fruir, de cujos benefícios ousamos fruir para sermos cristãos — aquele cristão possível, diante de todas as nossas fraquezas materiais e espirituais.
Se assim nos portarmos, outra coisa não
fazemos, nós seres humanos, senão buscarmos aquele lugar do qual tanto nos
falou o Mestre:
“Na
casa de meu Pai, há muitas moradas...”
Aliás, esse é o nosso Mundo Possível — qualquer outro nos é
simplesmente impossível.
Bsb, 4.12.25
Nenhum comentário:
Postar um comentário