quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

                                       UMA APOLOGIA CRÍSTICA

 

 


Vejamos. Nós devemos concorrer para um mundo possível. O tão aclamado Mundo Melhor não nos parece mais viável.

Ora, na verdade esse tal Mundo Melhor é uma falácia. Nunca teremos um mundo melhor. Logo na criação o ser humano desobedeceu ao seu Criado. E Deus então o manteve fora do Paraíso, por causa de sua desobediência.

Mas o Criador nem por isso o amaldiçoou, embora o tenha expulso do Paraíso, junto com Eva, sua companheira — o fez oferecendo-lhes a oportunidade de escolher a Verdade, isto se chama o livre arbítrio, isto é, a possibilidade de o ser humano escolher entre o Bem e o Mal. Ora, o livre arbítrio não significa que o ser humano deva escolher sempre o Mal, por sua espontânea vontade. O livre arbítrio na realidade sinaliza que o ser humano sempre deva seguir o caminho certo, que seria escolher o bem, como uma bússola previamente estabilizada para isto. Foi por isso que o Criador o colocou no mundo, para praticar o bem, não o mal.

Entretanto, o ser humano preferiu escolher o Mal, contrariando os Mandamentos do Criador. Por isto, o ser humano tem essa tendência para o Mal, desviar-se do caminho do bem e consequentemente vir a  praticar a injustiça, não a Ética e a Moral.

Dá-se então esse desvio da humanidade, que parece tender para o mal, o ser humano esquecendo que a Vida há de ser vivida para o Bem, a favor da Verdade.

Essa busca que as pessoas têm para o tal Mundo Melhor  não deixa de ser um engodo, aliás bem ao gosto da tal mundialização da humanidade, o que,  na verdade não passa de uma filosofia em benefício da ideologia ditada pelo comunismo universal, inclusive seguindo os preceitos fabulosos, mas perigosos, da Maçonaria, cujo objetivo sempre foi o amordaçamento da humanidade, supostamente a favor da liberdade e fraternidade entre os povos, contanto que prevaleçam os seus próprios, os interesses de um grupo, uma espécie de casta poderosíssima,  extremamente poderosa que de há muito vem dominando o mundo,  a humanidade.

O Mundo Melhor, convenhamos, não passa de um disfarce de massificação do mundo.

Certo está Leibniz ao preconizar que nunca obteríamos o tal mundo melhor, dada essa natureza do ser humano de inclinar-se para o Mal. Então, em substituição a essa espécie de utopia ele preconizou o que ele designou de o Mundo Possível, ou seja, aquele alcançável dentre todas as imperfeições da matéria, de que o ser humano se imbuiu, não por conta do livre arbítrio em si, mas por incursões da matéria, que, na realidade, não é boa nem má, mas simplesmente existente.

Ocorre que nós, seres humanos, não somos só matéria, somos também espírito, esse singular estro que vibra dentro do ser que poderíamos cognominar O Ser em Si Sendo.

É nessa conjunção apodítica que o ser humano deve conceber-se como ser capaz de realizar-se, envolto na esperança de viabilizar-se através da Fé, a fim de tornar-se um ser realmente crístico, isto é, verdadeiramente seguidor de Cristo neste mundo, controverso, e, porque não dizer desumanizado, por ter se afastado do caminho da Redenção criado por Jesus, o Mandatário Divino.                                                                              É nessa perspectiva, altamente simbolizante, que devemos buscar o mundo, que devemos dele fruir, de cujos benefícios ousamos fruir para sermos cristãos — aquele cristão possível, diante  de todas as nossas fraquezas materiais e espirituais.

Se assim nos portarmos, outra coisa não fazemos, nós seres humanos, senão buscarmos aquele lugar do qual tanto nos falou o Mestre:

Na casa de meu Pai, há muitas moradas...

Aliás, esse é o nosso Mundo Possível — qualquer outro nos é simplesmente impossível.

                                              Bsb, 4.12.25  

 

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