quarta-feira, 22 de abril de 2026
terça-feira, 21 de abril de 2026
OS NOVOS
TRAPEIROS DE EMAÚS
Murilo Moreira
Veras
Fatos
dos mais interessantes — após a crucifixão de Jesus Cristo — consta da narrativa de Lucas 24.13-34.
Os apóstolos encontravam-se desnorteados. O Mestre havia ressuscitado, mas seus
seguidores todos temerosos, devido as perseguições dos romanos e dos sacerdotes
judaicos.
É
neste clima que dois apóstolos, um deles Cleofas,
encontram-se a caminho de um lugarejo chamado Emaús a quinze quilômetros de Jerusalém. O assunto entre os dois
ainda é a crucifixão do Mestre. Eis que aparece Jesus e se reúne aos dois, sem
que eles o reconhecessem. O estrangeiro, o próprio Jesus, começa a conversar
sobre o rumoroso caso, esclarecendo fatos a ambos.
Jesus
havia ressuscitado, tudo se tornara vazio, os apóstolos assustados, sem
orientação, seu Mestre desaparecera, não sabiam o que fazer.
Se
trasladarmos esses fatos sob a ótica de nosso tempo — o que significa?
Ora,
nós sabemos que todo o sistema civilizatório foi transformado pelo
cristianismo. A civilização se sobrepôs aos atos de barbárie existentes na
antiguidade, absorvendo os fundamentos da moral, da ética e da estética, sob os
auspícios da fé cristã.
Inobstante
isso, o cristianismo, por incrível que pareça, apesar de ser primazia no
cômputo global, mais da metade da população mundial — mesmo assim tem se
tornado vulnerável diante do crescimento das ideologias, das quais sofre
ataques de todas as formas.
Eis,
sub-repticiamente, o que pode ter grande significado, para nós, cristãos, esse
fato extraordinário ocorrido com os Trapeiros
de Emaús, seu medo, os cristãos hoje, desconfiados, fraquejando em sua fé,
devido a corrupção vigente do mundo.
Quantas
e quantas vezes nós, os cristãos não vacilamos na fé, não pecamos, temos
incertezas, praticamos esse ou aquele pecado, até mesmo por omissão.
È
nesse ponto que, a nosso ver, como também cristão vacilante e cheio de
defeitos, que nos vemos hoje como os Novos
Trapeiros de um outro Emaús.
A
Igreja Católica recentemente tem nos advertidos de que precisa se modificar,
ser mais consciente dos problemas do mundo, ser mais cosmopolita, acatar certos
eufemismo, hoje viralizando, como a Teoria da Libertação, o ecumenismo, o
universalismo tão badalado pelos nossos ideólogos, Gaia Ciência, aquecimento
global e quejandos. É o que a Igreja vem denominando de sinodalismo — o tal Caminho
Sinodal.
Não
somos muito condizentes com essas novíssimas reformas da fé católica. Pensamos
que o tal caminho sinodal — seria mais uma forma de acolher a filosofia
representada pelo o místico evento ocorrido com os Trapeiros de Emaús.
O
de que o cristianismo precisa, seus praticantes, pastores, filósofos e servos
atuantes para o melhoramento do mundo, não em termos absolutos, mas de torná-lo mais plausível em meio a essa
tempestade de modernização, não exatamente um suposto caminhar juntos, mas de mais espiritualidade dos cristãos,
compreensão, principalmente para nos tornarmos mais compatíveis com a nossa
realidade.
Somente
dessa forma acreditamos melhorar nossas vidas num mundo alucinado por magias
encantatórias, fórmulas visionárias — e evitar que os aventureiros atávicos de
primeira hora nos transformem em robôs ou por eles sermos comandados, a
propósito de construir uma civilização
cruel, desumana e extremamente
maquínica.
Bsb, 21.04.26
terça-feira, 14 de abril de 2026
APOLLO II — LUA AINDA
DESCONHECIDA
Parodiemos Ivan
Lima com seus Fatos Desconhecidos
— a nossa Lua ainda nos é desconhecida. A Nasa repete seu feito de 1969 — a
nave Apollo XI, teria ejetado astronautas à Lua, o feito estupidificou o mundo,
deixando o russoYure Gagarin anterior
na berlinda. Muitas pessoas não acreditaram, teria sido apenas um faz de conta
da Nasa, até para os entendidos no
assunto. Mas parece que os russos confirmaram a aventura americana.
Ora,
a verdadeira corrida espacial, primeiramente à Lua, não é fato de nossos dias.
A humanidade sempre dignou-se explorar o
Universo. Os exploradores mais antigos foram os egípcios e os babilônios. No
século XVI, um dos pioneiros a explorar o céu usando o telescópio foi Galileu Galilei.
No
século XX começa uma acirrada corrida espacial Estados Unidos e União
Soviética, os americanos vencendo com o Apollo
XI com o primeiro humano a pisar no sinistro solo lunar.
O
céu agora tem sido o roteiro primordial dos exploradores espaciais, Nasa e Esa realizando missões pelo espaço afora, inclusive viagens estapafúrdias
em busca dos chamados exo-planetas
pelos confins do Universo. Haja vista que o suposto dono do mundo, Elon Musk tem planos de levar os humanos
a Marte em 2030.
Pessoas
de tino mais apoteótico sonham por produzir esse legado à humanidade — alcançar
novos horizontes e promover, embora pareça impossível, a união e cooperação
entre os povos em prol de um objetivo comum.
Recentemente
a Nasa acabou de nos oferecer mais um destes
espetáculos estratosféricos, de enviar seres humanos à Lua — trata-se do
lançamento do Artemis II, com o
objetivo, dizem, de preparar os seres humanos para os próximos pousos na Lua. O
que nos deixa, simples mortais lutando por viver nesta Terra, explorada pela
manipulação político-ideológica, mais
ansiosos e, o que é pior, desprotegidos.
Se
é mais um ousadia que o ser humano assume tentando explorar talvez o
impensável, só o futuro nos dirá, talvez com a ajuda alternativa da IA, que, pelo menos no momento atual,
tem se tornado o instrumento ideal utilizado para transformar as pessoas e o
mundo, auxiliando-nos em suprir nossas incapacidades e até corrigir nossos
erros.
O
que não sabemos e nos causa grande espécie — seria como nós, humanos,
administraremos todos esses aportes, esses instrumentos maquínicos e portanto
ideológicos, os quais se acumularão em torno de nossa vida, se temos condições
de manejá-los com prudência, eticidade e capacidade mental.
Ou
estamos perdendo nosso direito de viver em paz e dignidade — o que a nosso ver
configuraria, mesmo assim, o que previu o filósofo Leibniz seria alcançar o mundo possível?
Bsb,
14.04.26
terça-feira, 24 de março de 2026
O MAL DE PROTÁGORAS
Vez em quando nossa humanidade enseja renovar sua
caminhada. Mas acaba tomando o caminho errado. Entenda quem quiser. Ora,
sabemos que as veredas não têm sido fáceis.
Na
Idade Média, os eventos foram terríveis — a peste negra devastou a humanidade,
enquanto, depois, o movimento chamado Inquisição, com fatos positivos e
negativos, fez uma devassa tentando separar à força o joio do trigo.
Depois,
em 1789, eis que deflagra-se um movimento, à guisa de modernidade e centrado no
terrorismo político, a inaudita Revolução Francesa, na verdade um dos eventos
mais sediciosos da história, cujas consequências até hoje sofremos, sob
alegação de que o mundo evoluía, o que nem sempre se sucedeu, senão o criação
da guilhotina, o símbolo do terror, ao invés da
sonhada melhoria do mundo. O que dela decorreu foi um suposta evolução
social econômico-financeiro, com o decaimento
da ética, da moral e dos costumes.
Com
a tal Revolução Francesa o mundo teria entrado, como dizem, nos acordes de uma
civilização evoluída, mas não nos livrou
das primeira e segunda guerras mundiais e outras catástrofes que atingiram a
humanidade.
A
nosso ver o a Revolução Francesa não
obteve essa grande melhoria para o
mundo, ao contrário teve o demérito de introduzir nas hostes supostamente mais
evoluídas nada menos que o pior dos inventos possíveis — a ideologia. Seu inventor o iluminista francês Antoine de Desutt de Tracy, no final do século XVII, por volta de
1796-1801, termo criado para definir a ciência
das ideias. Napoleão, por sinal, apelidou o termo e seus seguidores de ideólogos, acusando-os de “abstratos e irrealistas da realidade prática.”
Aliás,
Karl Marx, nos meados do século XIX, definiu a tal ideologia como ciência, uma
“falsa consciência da distorção da
realidade”, termo esse hoje amplamente utilizado nas ciências sociais.
Resumindo
tudo, a ideologia, essa mesma falsa distorção da realidade, passou a ser
condição sine-qua-non para nossos filósofos, historiadores e sobretudo os
sociólogos atuais. E surgem em jorro os apoiadores, gregos e troianos: Paulo Freire, Fidel Castro, Zigmunt Bauman,
Jacques Derrida, Nancy Fraser, Nicos Poulantza (1936-1979), Oscar Niemeyer,
Garcia Marques, Thomas Piketti, José Saramago, Graciliano Ramos, Noam Chomsky,
John Steinback e esse economista adorado pela mídia Noam Harari.
O
problema é que a ideologia não ficou restrita às áreas comunistas — ela se
espalhou como um verdadeiro vírus, infiltrando-se praticamente em todas as
atividades humanas, inclusive nas universidades, escolas, espécie de praga,
influenciando pessoas e o que é pior, subvertendo a política e a economia. Até
mesmo o sentido da vida.
E
quem foi o responsável por essa extraordinária subversão — o maior terrorista
divulgador do comunismo de todos os tempos, o italiano Antonio Sebastiano Francisco
Gramisc. O problema é que o vírus gramisciano não ficou ai. Espalhou-se
para outras órbitas, sociais morais e
até religiosas. Resultado — infestou e continua infestando todos os atuais movimentos que vêm viralizando no mundo atual, cultura woke, aquecimento global, Gaia
Ciência e principalmente talvez o mais inócuo e devastador: a
teoria do gênero.
E
saibam a origem desses desacertos que tantos males vêm causando às pessoas e ao
mundo em geral? Um filosófo grego chamado Protágoras (490 a.C) que criou esse
paradigma: “O homem é a medida de todas
as coisas”
Nossos filósofos, escritores, poetas e cientistas, em geral ateus ou agnósticos, adotaram Protágoras por lema e o divinizaram como o maior transformista a influenciar nossa historiografia humana.
Bsb, 24.03.26
terça-feira, 17 de março de 2026
SENHOR — AJUDE-NOS A DIZER SIM
Murilo
Moreira Veras
SIM, dizer sim ao Senhor
— eis a grande questão
Maria Santíssima,
ajude-nos
a dizer Sim ao Senhor.
Os humanos temos
necessidade
de dizer Sim ao
Senhor.
É a consciência que
nos dá a necessidade
de Amar.
O coração nos clama
pelo amor
de Deus,
enquanto as criaturas
lutam
por dinheiro, felicidade
e paixão.
Eu sou eu e minha circunstância
— diz o agnóstico.
Eu vos digo — eu sou
eu e a
circunstância de Deus.
Quando se ama,
sofremos, quando
se sofre amamos.
Inteligência
artificial — não Inteligência
Moral, sim.
Maria, nossa Mãe,
diligencie nossa inteligência
para a Luz
a Luz da razão que é o
Amor.
Ama e faze o que
quiseres
— mas aos cuidados do Criador.
Não sou uma sombra.
Sou um ente
estruturado como Ser.
Quem tece os lírios do
campo?
Quem faz voar as aves
no céu?
O coração
que
seja a bússola do Amor
e o Amor
Crístico nos alivie
do
sofrimento íntimo da Dor
Bsb,14.03.26
*Poema escrito
com a mão esquerda
domingo, 8 de março de 2026
EM FAVOR
DA PAZ
É tempo de Quaresma, de conversão. Enquanto isso, metade do mundo está
em guerra. Os falastrões, supostos mestres midiáticos, já viralizam mundo afora
que acontece a 3ª Guerra Mundial.
O
Oriente Médio está praticamente em chamas — os protagonistas Iran, Israel e Estados Unidos em
confronto quase diário.
Até
o Dubai já foi vitimado de bombardeio, inclusive pelo próprio Iran, que se vê
ameaçado por todos os lados.
A China e a Rússia, as duas já se pronunciaram a favor do Iran, devido os bombardeios
dos Estados Unidos, em ação avassaladora recente contra o país do Aiatolás, inclusive matando o chefe
deles, o aiatolá Komeine.
Será
o prenúncio do Apocalipse bíblico?
Não
há negar, a humanidade está em perigo. Os órgãos pressurosos pela Paz que fiquem
em alertas máximo. As nações se solidarizem enquanto é tempo. Os governantes,
os Órgãos representativos, apressem-se por assumirem suas funções — que sejam
conciliábulos a favor da Paz.
Guerras
são sempre devastadoras — todos seremos
atingidos, certamente as nações mais vulneráveis.
Nós,
a humanidade, qualquer que seja a fé que as nações abracem, devem se eximir o
mais possível daquele terrível eufemismo de que “o homem é o lobo do homem”.
O
mundo, as nações, o povo, o senso comum em geral — o de que precisamos é da
Paz, vivermos em paz.
Oxalá
os senhores representantes das Nações ajam com bom senso e principalmente
sabedoria possível, de que os tempos tribais já se extinguiram, que somos civilizados.
Entrementes,
neste tempo de quaresma que o Cristianismo cultua, no qual é solicitado o nosso
arrependimento — que exerça influência positiva às pessoas. E nós, cristãos,
rezemos pela Paz.
Acolhamos a Paz e não a guerra, também neste Dia Proclamado às Mulheres — entreguemo-nos todos de corpo e alma aos eflúvios positivos decorrentes dos ensinamentos do Mestre dos Mestres para que nos beneficiem do Amor. Que nos livre do Mal, sempre.
Tenho
dito.
Bsb, 8.03.26
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
O CÉREBRO ESPIRITUAL
Certa feita, Ortega y Gasset, filósofo espanhol, declarou em seus
ensaios — “Eu sou eu e as circunstâncias”.
Parodiamos o filósofo, dizendo “Eu sou eu
e meu cérebro espiritual”.
Os
neurocientistas têm explicações materialistas sobre as funções do cérebro, tratam-no como uma máquina criadora, espécie
de válvula psicodélica capaz de fazer tudo por si mesmo, sem influência de
nada. Digamos: um engenhoca produtora de eventos.
Aliás,
temos um livro demonstrando, mediante pesquisa realizada com freiras carmelitas na Université de Montreal, Canadá — que o
cérebro é capaz de obter propriedades espirituais. Segundo a pesquisa, o
cérebro é capaz de produzir curas, até mesmo extraordinárias. É o foco do livro
consolidando o resultado de pesquisa feita pela dupla Mario Beauregard, neurocientista e
a jornalista Denyse O’Leary — O Cérebro Espiritual, Editora
Best-Seller, 444 pgs.
O
cérebro não é só essa máquina maquiavélica como a descrevem ser os
neurocientistas, os materialistas sobretudo. Eles acham que tudo se resolve
através da máquina cerebral, portanto, nada a ver com espiritualidade.
Ora,
somos contrários, temos o cérebro como um órgão cuja função ou funções atua no
ser humano, de forma múltiplice, uma bússola espiritual, isto é, suscetível a
ações para além da matéria.
Com
base nessa pesquisa, a nosso ver, realizada por pessoa de alto nível, como o
neurocientista PhD, a pesquisa vem demonstrar que o ser humano não é uma
simples máquina, mas um ente sobrenatural, posto que constituído de matéria e espírito.
Portanto, o cérebro tem também atividades extra matéria, ao controlar este ser
específico, não se restringindo apenas a comandar atos e fatos materiais. De tal ordem,
que, a nosso ver e com base em explicações de filósofos mais avançados, cremos
que o cérebro tem irradiações inclusive como orientador do conhecido livre-arbítrio — esse dispositivo extraordinário no ser humano criado por Deus como função reguladora e
também condicionadora das ações humanas, direcionadas para o bem, nunca para o mal.
Concluimos
que toda essa caterva científica de que o cérebro humano é um simples órgão maquínico, que responde só a matéria,
nada a ver a alma, o espírito, religiosidade e outros demandas fora do olho
materialista, é falível.
Há
mais coisas entre o Céu e a Terra do que pensam esses cientiistas militantes
maquínicos de mentes enrustidas.
Bsb, 23.02.26




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