O UNIVERSO TEM MUITAS MORADAS
Sob a influência do livro Devoradores das Estrelas e do
filme respectivo que vem fazendo grande sucesso no cinema esses dias, vem-nos à
baila um antigo livro de autoria do astrônomo francês Camilo Flamarion, Pluralidade dos Mundos Habitados, de
teor espírita.
Com
a fantástica evolução da IA e também da cosmologia que vem inspirando filmes
espetaculares e também livros de Sci-fi em moda hoje — o filme Devoradores de Estrelas vem batendo
recordes de bilheteria nos cinemas assim como na TV.
De
nossa parte, confessamos que somos fãs da ficção científica, mas o que nos dá mais tratos à bola — baseado nessa avalanche de livros e filmes
sobre o assunto — seria saber se o Universo é ou não habitado. O livro de
Flamarion explicita que sim, mas sob visão espírita.
Tirante
essa visão, sobre a qual mantemos dúvida que exista, por que não podemos
acreditar que todo esse fantástico Universo
seja habitado?
Sabemos
que nos Evangelhos, João 14 1-3 o Mestre Jesus adverte a seus discípulos — e
também a nós que os seguimos — ao ascender aos céus, “... na casa de meu Pai há muitas moradas” e que iria preparar lugares
para seus seguidores.
Ora,
analisando-se, que lugares seriam esses, o Mestre estaria blefando? Por que não
poderia ser tais lugares onde vivem civilizações superiores, abrigam povos mais evoluídos, espalhados por
todo o Universo, talvez em estado de ascensão transcendental?
A
interpretação atual e vigente, inclusive pela visão da própria super avançada
ciência cosmológica, é de que esse assombroso Universo é só para ser visto e deleite
de nós terrestres, mesmo que não
passemos de meros ciscos inteligentes. A nosso ver, não deixa de ser visão absurda — um Universo para ser só apreciado,
aliás, uma trilionésima parte, dada sua vastidão.
Temos
a ideia de que todo esse estonteante Universo seja habitado por civilizações
adiantadíssimas, talvez para além de nossa imaginação.
Quem
sabe essas casas não constituiriam outro enigma criado por Deus e decantada pelo Mestre em sua
peregrinação terrena, que seriam seu Novo Reino? Não se constituiriam a pluralidade dos mundos habitados?
Por
que acreditar nessa fantasia cósmica de que o Sol está sendo devorado por esses
seres chamados astrofágicos e se
apagará em pouco tempo — fantasia por fantasia, muito mais coerente seria
aceitarmos a existência de outras civilizações a proliferarem no universo
galáctico.
Os
astrônomos já arbitraram que o Sol, uma estrela anã amarela, se apagará há cerca
de 4,6 bilhões de anos — por que não podemos acreditar nas palavras do Mestre,
que nos admoestou em suas mensagens de amor e paz sobre suas moradas
espirituais?
Aliás
Shakespeare — que não era um mas vários escritores elisabetanos que
escreveram — em sua famosa peça Hamlet,
através de seu personagem Horácio, disse “... há mais coisas entre o céu e a terra do que pensa tua filosofia...
Em
contrapartida, nós humílimas criaturas mortais, ciscos pensantes como definiu Pascal — continuamos a acreditar
que somos os únicos seres inteligentes no Universo, este criado apenas para
nosso particular atavio.
Haja
vista o que disse Bilac, o poeta — “Ora, direis, ouvir estrelas...”
Bsb, 25.05.26
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