quinta-feira, 5 de novembro de 2026


 

                                                   UMA FREIRA COMUNISTA?

 

 

 

Vez em quando ao pesquisar na estante, encontro um livro estranho —  Recapitulações,  a autora Maria Valéria Rezende. E o que é mais estranho, a autora é a Freira da  Congregação Nossa Senhora das Chagas de Santo Agostinho. E o que é estranhíssimo — a freira é comunista, amiga de Fidel Castro e Frei Beto e mais, que se diz continuadora da obra de Paulo Freire, o Patrono da Educação Brasileira, notoriamente comunista.

Então temos uma freira comunista? Vê-se de tudo nesse mundo de nosso Brasil. Maria Valéria Rezende nasceu em 1942, em Santos, por causa da movimento político de 1964, teve de exilar-se no exterior através de sua Congregação, percorrendo a Europa e África. Escreveu uma versão da história da Igreja Católica no Brasil Colonial, intitulado “Não se Pode Servir a Dois Senhores” (1985). Aos 84 anos, reside hoje em João Pessoa.

É impressionante como Marx é uma espécie de figura ultrapassada na historiografia humana, mas, por incrível que pareça, viva, não propriamente em livros, mas na cabeça de muita gente, o que sem duvida é muito perigoso. E fato mais estrambótico ainda, é o tipo de suposta filosofia, melhor ideologia, que viraliza, hoje, nos colégios, faculdades, música, teatro, dominando inclusive a cabeça de  escritores, editores e supostos formadores de opinião no  País, mídias e outros canais de informação.

Vejam só o caso dessa escritora e freira Maria Valéria Rezende, alardeada pelo Prêmio Jabuti e outras premiações, militante esquerdista ao lado de outros combatentes, tendo como mestre Paulo Freire e amicíssima de ditadores como Fidel Castro. Mas, pensemos um pouco, porque não somos macacos, mas humanos pensantes.

Ora, como essa senhora, escritora talentosa, admirada e pregando suas ideias no exterior — como é que ela é freira e ao mesmo tempo milita por ideias marxistas, ao que tudo indica, dentro e fora da Igreja?  Mas a Igreja Católica, ao que nos consta e pelo que sabemos como católico, a Igreja é contra o comunismo. Todos os Papa, suas encíclicas, todos os documentos eclesiásticos da Igreja fulminam o comunismo como uma heresia. É lícito uma freira pregar assim abertamente uma ideologia contra os princípios cristãos da Igreja? E não é só isso. Ao que nos consta e à vista de todos os ensinamentos, desde a Patrística, ate hoje, através de encíclicas e homilias ao redor de todo mundo dos ministros da Igreja — nada existe propagandeando  ideias comunistas, ideologia totalmente discordante, inclusive dos Evangelhos, portanto dos ensinamentos de Jesus Cristo e seus discípulos.

E o que nos parece mais aberrante é uma freira, mesmo escritora premiada, se considere discípula desse senhor Paulo Freire, inobstante ser PTRONO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA, ele que instituiu a cartilha de alfabetização por ele criada na qual as crianças da primeira infância leem essa indignidade absoluta: “O vovô vê a vulva da vovó”

Eis o resultado precário em que se encontra a cultura e a educação no País — UM ZERO ABSOLUTO.

                                                                      Bsb, 5.11.26

 

sábado, 31 de outubro de 2026

 

                            DIA   DA   POESIA

 

 

                               Murilo Moreira Veras

 

 Poetas — tenho-os guardados na memória,

Pérolas, sonhos, ungidos de esperança.

São esses meus poetas-sonhos,

todos ungidos como platônicos.

Esses meus poetas-sonhos

                de todos os tempos.

Tennyson, Byron, Shelley e o nosso

                velho Camões

e seus barões assinalados, os Lusíadas.

Vallery esgrima sua simetria,

Mallharmé  exprime-se em versos áridos,

Enquanto Rimbaud se perde em chamas.

Ó,  poetas, cantais em pleitos de sonhos,

                antigos e modernos,

enquanto voejam em águas modernistas,

a veracidade a golpes de espada,

Ah, esses trucidadores de ideias,

               vivos ou mortos,

               todos nos encantam,

enfrentam e desafiam o tempo,

atrelados às suas tramas.

Drummond encontra a pedra dura

                de sua rima,

enquanto Bilac evoca o brilho das

               estrelas e  canta

“...Ora direis ouvir estrelas”

Nossa terra quantos os há?

Por que sabê-los quantos?

Eles nos assombram e nos apontam

              seus ares e suas quimeras e sonhos

Os poetas — esses lutadores intrigantes

eles agem e sonham como setas

                voadoras,

Outros se abrigam nas asas súplices

                da esperança.

Adélia Prado e seus versos crísticos

enquanto ainda ressoa no tempo

o grito de Castro Alves

“...Deus, ó Deus, onde estás que

não respondes...”

Ah, poetas, sois como ecos de espadas

voando por esse vasto mundo.

Por que fazes, por que clamas,

               porque sonhas?

Eis o Dia da Poesia,

Ó Poeta, ó Vate, onde tu te escondes.

Teus versos, ontem e hoje,  

               ousam sustentar esse

               Velho Novo mundo,

eles, os poetas da razão lúdica.

Esse é seu dia de aplausos, muita vezes

               esquecidos.

Viva os poetas — são eles, embora inúteis,

               que se arriscam em seus versos

               o atavismo.

São eles, sim, nossos saltimbancos de luz

               e esperança.

Pois

“...Cessa tudo, enquanto a Musa canta,

que um brado mais alto se alevanta”

                

                      Bsb,31.10.26

 

 

 

 

          

 

 

 

 

 

 

 

 

            

 

 

  

                 

 

 

 

 

 

sábado, 24 de outubro de 2026

 

                  ELES — OS SAPATEIROS LITERÁRIOS

 




Não há negar — boa parte da suposta intelectualidade brasileira sofre de amnesia cerebral

Ora, que certos cantores se exibam nos palcos e exortem suas afinidades políticas e sociais, para aumentarem seus cachês e agradarem pessoas e elites — que o façam, é normal. Mas certo literato, a empunhar títulos e prêmios literários, por sua verve, vir a público pedir votos para certo candidato, envolvido em ações predatórias da administração pública — é o cúmulo.

O ato não só é abominável, mas também desordenado, a pessoa não  saber conter-se na sua excentricidades, ser aético por fim. Talvez se justifique, pois nossa cultura encontra-se nas mãos de pessoas inaptas e ineptas, a insensatez viralizando em  escolas, universidades, teatros e tudo quando se define como arte, a cênica inclusive — tudo e todos aqueles que a fazem e delas se aproveitam para aderir  ao velho ortodoxo marxismo, chavão que já se perdeu no tempo, expurgo do lixo da história.

Vejam como o País afundou-se na absurdidade desses novos tempos. Que contradição, quando, por exemplo, destacamos nas páginas de nossa história — homens e mulheres de alto nível literário, Monteiro Lobato, João Francisco Lisboa, Érico Verissimo, Cecília Meirelles, Lygia Fagundes Telles.   

Para não nos esquecer de um dos insignes mestres da escritura literária — o velho e impoluto Machado de Assis que soube manejar essa arte com absoluta  eticidade e bonomia, nunca deixando seu estro decair, mesmo vitimado algumas vezes pela inveja de alguns, seus supostos inimigos.

Certa feita, na Grécia antiga, um escultor renomado fazia suas esculturas, mas sempre era criticado, nada menos que por um simples sapateiro. Um dia para provar até onde ia a peçonha ditada pelo sapateiro, ele erigiu uma obra prima de beleza, exibindo-a ao público. Veio o tal sapateiro e colocou defeitos e mais defeitos — Fídias (480 aC), o memorável escultor grego, saltou das sombras e disse: “Sapateiro, nunca critique o que não sabes, tu não passas de um reles fazedor de sapatos!”

Amigo, se segues o caminho do pragmatismo literário, o socialismo barato, cuida apenas do que sabes fazer — coser sapatos literários.

Bsb, 22.10.26

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

                                        

                      O NOBEL VALE O QUE PESA?

 


 

            Reza o ditado popular e cultural “Nem tudo que reluz é Ouro”. Pois vos garanto, caro leitor, que o famoso e considerado o maior prêmio literário do mundo — o NOBEL, não é tão sério como parece. É falho e já premiou, pelo que sabemos, muitos nobelizados que não mereciam. Alcançaram o prêmio  por razões de interesse político ou conveniência, não por mérito  literário.

Haja vista a lista que mostra, a nosso ver, os vencedores que não mereciam o Nobel:

1. Sully Proudhome (1962) — primeiro poeta que recebeu o Nobe.l

2. Wnston Churchil (1953) — não era literato, mas político.

3. John Steibeck (1962) — indicado inesperadamente

4. Eyvind Johson e Harry Hartinson (1974) — incrível integravam a equipe dos formuladores do Nobel.

5. Pearl Buck — atendeu interesse internacional.

6. Bob Dylan  (2016) — era cantor, nunca um literato.

7. Peter Handke (2019) — motivos meramente políticos.

8. Mário Vargas Llosa— motivos políticos.

9. Doris Lessing — não era uma propriamente literata

10. Jean-Paul Sartre (1964) — recusou devido intercessão da Rússia, não era literato, mas filósofo.

Como se vê, por detrás dos bastidores corriam indicações influenciada por política e favoritismo.

Ora, o que é questionável não a importância do Nobel, em si,  considerando o peso de importância e o mérito mundial  que  alcançou o prêmio junto ao mundo, às classes acadêmicas. Acontece que nem todas as pessoas, de renome ou não, acreditam nos critérios adotados pelos seus administradores. A prova está nos dez premiados suscetíveis de engano ou influenciáveis suas indicações.

Observemos dois casos de escritores que receberam o Nobel, ambos literatos, seus livros vendidos como verdadeiros best-sellers. Muitos best-sellers os superam certamente, por  exemplo Stephen King, escritor americano.

Façamos uma análise rápida de pelo menos duas escritoras, premiadas pelo Nobel — uma em 2022, Annie Erneaux, francesa e a outra este ano de 2026, Anne Carson, canadense. A primeira, Erneaux, que escreveu uma tonelada de livros, todos recorrentes de sua própria vida, criticando atos e fatos ocorridos — ao tempo que discorre sobre todas suas estripulias inclusive sexuais, como se nos interessasse sua vida íntima. Seus livros intragáveis sob o aspecto literário propriamente.

A outra é a escritora canadense professora elogiada,  com vários prêmios, helenista, ensaísta, crítica de arte, tradutora e poeta — um verdadeiro gênio, Anne Carson, que acaba de emplacar o Nobel 2026. Temos um de seus livros em mãos, “Autobiografia do Vermelho”. Incrível, trata-se nada menos que de uma biografia, supostamente atual, narrando os heróis míticos  da Grécia Clássica, Hércules e Gerião. A recriação feita pela novel helenista  o faz narrando as peripécias dos dois, em pleno século vinte e um. Mas por que a atual helenista aborda essa peripécias, com dois exemplos de homossexuais  caminhando pelas ruas das cidades?

Ora, e temos que engolir  toda essa baboseira, indignados. Sua literatura, criptografia da mitologia, apoiada — sabe em quem?  Gertrude Stein, Emily Dickinson. E tudo escrito verdadeiramente, mas através dos fluxos estrambóticos da consciência.

Bsb, 21.10.26

 

 

 

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quinta-feira, 8 de outubro de 2026


 

LIBERTAS QUAE SERA TAMEN




SIM — é preciso mudar. A nação se encontra em estado de paralisia. Sufoca-nos essa tensão. Precisamos de ar puro, de liberdade para pensar e agir. Baila uma paralisia no ar. O povo em estado de espera. A engrenagem burocrática oprime a Nação. O coração do País precisa de oxigênio, de mudança.

É preciso libertar esta sofrida Nação. Sim — é preciso nos inspirar no passado, o passado que nos liberta.

LIBERTAS QUAE SERA TAMEN — como fizeram nossos irmãos no passado: nos  libertar dos grilhões da um regime de inércia e opressão. Urge limpar a Nação de tanta irracionalidade. Esse o objetivo dos antigos inconfidentes mineiros.

LIBERDADE ANTES QUE SEJA TARDE — eis o lema dos inconfidentes, que hoje ressuscitamos, a voz daqueles patriotas que deram suas vidas para salvar a Pátria.  Claudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Inácio Alvarenga Peixoto, Francisco Paula Freire de Andrade e Joaquim José da Silva, o Tiradentes.

E vamos todos à luta — à refrega democrática!

Lembrem-se do que disse aquele outro grande patriota — Rui Barbosa.

“O homem que não luta pelos seus direitos não merece viver.”

Bsb, 8.10.26  

 


 

sábado, 3 de outubro de 2026





 

      VALE A PENA VIVER?

 


 

A pergunta parece refluir nas avenidas da modernidade. Grito de ilusão, fúria dentro de um túnel infinito? Ou o caminho luminoso da Esperança?

Filósofos, autores e cientistas, ateus e apáticos lançaram essas vozes para os Céus — não vale a pena viver, a vida não faz sentido.

Será que não vale mesmo a pena viver neste mundo, pleno de desigualdade, miséria e indiferença, falto de amor, equidade, razão e ética?

Em priscas eras, já os primeiros filósofos assinalavam esses temores — a sofística já nos advertia sobre o negativismo da desesperança.

Ocorre que nós, os seres humanos não somos androides, nossos braços são asas de sonhos, os pés mesmo andrajosos, a percorrerem os pântanos, são capazes de voar. Nossos olhos são como lâmpadas, amplexos de luz, a alumiarem as sendas do caminho.

Não somos estátuas desestruturadas, tampouco serpentes, a espalharem seus venenos pelos caminhos. Somos entes, sim, que choram por suas tristezas, mas se alegram pelo sol que ilumina seus passos pelos escaninhos tortuosos desta vida.

Não somos plátanos vazios, deslizamos como sopros de convivência auferidos à beleza. Os pássaros nos ensejam a polivalência e o equilíbrio em seus voos ecléticos.

Sim — nossa vida tem sentido, em toda dor nossa reside um fio de esperança.

Eu vô-los digo, meus Amigos e Amigas, caminheiros das trilhas a serem percorridas — quem nos inspiram são os Santos Anjos. Asas invisíveis  de esperança que nos fortalecem na escuridão.

São os anjos, essas criaturas celestes, nossos plantonistas do Amor que confirmam o que dizia Santo Agostinho: Ama e faze o que quiseres.

 

 Bsb. 3.10.26   

 

    

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

 

OPORTUNISMO  INTELECTUAL?

              

 


 

Às vésperas da eleição, dentre a chusma de falastrões, certa voz supostamente intelectual, sob a coberta de premiação literária, eis que se eleva  nos confins da mata atlântica, palpitando sobre os candidatos nas eleições. Denigre o candidato alinhado à direita, inquinando-o como um perigo à Democracia. Alega que o pretendente à Presidência da República, segundo ele, seria um perigo e que tentaria implantar regime antidemocrático, alinhando-se à atual administração  do governo americano.

Nosso homem, agora porta-voz  gramisciano da falácia marxista ultrapassada, mas infelizmente recorrente a cérebros ineptos, decantada no Pais pela mídia,  universidades, entre os supostos intelectuais e músicos. Ou seja, a velha demagogia marxista, muito falada, mas falida em todo o mundo moderno.

Pura demagogia sofística, sim, pois nós já nos tornamos uma republiqueta gerida por um governo corrupto, irracional e nefasto,  financeira e administrativamente.

Os homens e mulheres de bem neste País precisam acordar de sua afasia mental, sob pena de despencar para a inutilidade absoluta. Espécie de Pindorama virtual e atávica e não uma  potência democrática como o merece, pujante e progressista.

Bsb, 1.10.26