ALÉM DA ETERNIDADE — ALWAYS
Filme sem dúvida
dos mais intrigantes sob a direção de Steven
Spilberg foi o Always — ALÉM DA ETERNIDADE. O filme é de 2004. O
interessante é que na trama surge Audrey
Hepburn, que teria falecido logo depois. Ela faz o papel de uma instrutora
do outro mundo.
À época, 2004, a revista Veja, então em grande voga,
sua comentarista, por sinal iniciante, por não ter entendido bulhufas do filme
— começa seu comentário assim: “Taxiou,
taxiou, mas não decolou...”
É verdade que muitos acreditaram que o filme era uma
versão puramente espírita. Reveste-se como uma suposta versão do outro mundo, quando
Richard Dreyfuss, o piloto audacioso,
que enfrenta qualquer perigo, morre num terrível desastre no seu avião, retorna
para acompanhar a namorada Dorinda
(Holly Hunter). Na realidade o filme tem várias versões. Pode referir-se a uma
realidade do mundo, fatos interpretativos da 2ª. Guerra Mundial, os
bombardeios, cidades semidestruídas e os combatentes, que se uniram para
combater o nazismo (a violência do incêndio florestal). Observe-se que no filme
os aviões de combate ao incêndio são antigos. Mas por outro lado o filme pode
suscitar experiências escatológicas, o mundo em estado degenerativo, à falta de
espiritualidade, sugerido pela amizade estreita entre os combatentes, a morte
de Pete ( Dreyfuss) que ressurge para
resgatar as pessoas, a presença de uma espécie de redentora (Hepburn).
O que faz do filme de Spilberg suscitar
interpretações diferentes é que sua
trama é surrealista, por sua instância espiritual, por chamar à atenção ao
nosso mundo imbricado em soluções erradas, a falta de amorosidade entre as
pessoas — o mundo incendiado, mas à busca de soluções pacíficas. Enquanto seu
final — a salvação de Dorinda, após ter salvado os combatentes, o seu avião
destroçado mergulhando no mar. Não seria alusão a que nossa civilização
esboroa-se pelos erros cometidos, mas que de alguma forma ressuscita em busca de um suposto mundo melhor,
senão o possível?
Bsb, 27.04.26
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