PÉROLAS AOS PORCOS
Vezes
há que temos que enganar o destino para não cairmos no ridículo — é o que reza
no Evangelho Mateus 7:6 nos ensinamentos do Mestre:
“Não jogueis o que é santo aos cães
Não joguei vossas pérolas aos porcos
para que não as pisoteiem e depois se
voltem para destroçar-vos.”
É-nos
desagradável quando pensamos o bem a uma pessoa e ela nos dá em retorno o
desprezo.
Há
outro dito popular congruente com a palavra do Mestre: É a ignorânciaq que atravanca o progresso.
Querendo
ou não, às vezes caímos neste logro. Gastamos nosso latim, preparamos o que
temos de mulher em termos de conhecimento — mas esquecemos da plateia para a
qual nos dirigimos, que não entende. E assim gastamos atoa nosso latim.
Tais
coisas não nos vem por acaso, quando queremos discernir sobre alguma matéria e
quem nos ouve não entende patavina, ou, pior faz de ouvido mouco.
Ora,
é o que vemos hoje — as pessoas, profissionais, gente supostamente culta, que
não estão nem aí para o que dizemos, como
costumamos dizer, não estão nem aí sobre que dissertamos, escrevemos ou
pensamos. Dir-se-á boiando no espaço da
ignorância do vazio.
Eis
o retrato dos dias que correm, as pessoas só se voltam para os celulares, onde
se alinham quase sempre à bestiologia, aos fatos não factuais, às informações
equivocadas, hoje ditas fake-news.
Nada de sério, importante, valioso, só a extravagância — então as pérolas do
conhecimento, os fatos verídicos, o que pode e deve enlevar o espírito,
enriquecer nossa consciência, só tem um destino : a lata de lixo.
Quem
vai se incomodar hoje com o dia de amanhã, de que estamos sendo vítimas de um
verdadeiro extermínio cultural e espiritual? Que lançamos aos porcos nossa
suposta sabedoria?
Só
nos resta rezar e esperar que tudo não nos seja dado por acréscimo — mas, sim,
por benevolência dos Anjos.
Bsb, 29.01.26

