terça-feira, 21 de abril de 2026


                                OS NOVOS TRAPEIROS DE EMAÚS

 

                                                    Murilo Moreira Veras

 

Fatos dos mais interessantes — após a crucifixão de Jesus  Cristo — consta da narrativa de Lucas 24.13-34. Os apóstolos encontravam-se desnorteados. O Mestre havia ressuscitado, mas seus seguidores todos temerosos, devido as perseguições dos romanos e dos sacerdotes judaicos.

É neste clima que dois apóstolos, um deles Cleofas, encontram-se a caminho de um lugarejo chamado Emaús a quinze quilômetros de Jerusalém. O assunto entre os dois ainda é a crucifixão do Mestre. Eis que aparece Jesus e se reúne aos dois, sem que eles o reconhecessem. O estrangeiro, o próprio Jesus, começa a conversar sobre o rumoroso caso, esclarecendo fatos a ambos.

Jesus havia ressuscitado, tudo se tornara vazio, os apóstolos assustados, sem orientação, seu Mestre desaparecera, não sabiam o que fazer.

Se trasladarmos esses fatos sob a ótica de nosso tempo — o que significa?

Ora, nós sabemos que todo o sistema civilizatório foi transformado pelo cristianismo. A civilização se sobrepôs aos atos de barbárie existentes na antiguidade, absorvendo os fundamentos da moral, da ética e da estética, sob os auspícios da fé cristã.

Inobstante isso, o cristianismo, por incrível que pareça, apesar de ser primazia no cômputo global, mais da metade da população mundial — mesmo assim tem se tornado vulnerável diante do crescimento das ideologias, das quais sofre ataques de todas as formas.

Eis, sub-repticiamente, o que pode ter grande significado, para nós, cristãos, esse fato extraordinário ocorrido com os Trapeiros de Emaús, seu medo, os cristãos hoje, desconfiados, fraquejando em sua fé, devido a corrupção vigente do mundo.

Quantas e quantas vezes nós, os cristãos não vacilamos na fé, não pecamos, temos incertezas, praticamos esse ou aquele pecado, até mesmo por omissão.

È nesse ponto que, a nosso ver, como também cristão vacilante e cheio de defeitos, que nos vemos hoje como os Novos Trapeiros de um outro Emaús.

A Igreja Católica recentemente tem nos advertidos de que precisa se modificar, ser mais consciente dos problemas do mundo, ser mais cosmopolita, acatar certos eufemismo, hoje viralizando, como a Teoria da Libertação, o ecumenismo, o universalismo tão badalado pelos nossos ideólogos, Gaia Ciência, aquecimento global e quejandos. É o que a Igreja vem denominando de sinodalismo — o tal Caminho Sinodal.

Não somos muito condizentes com essas novíssimas reformas da fé católica. Pensamos que o tal caminho sinodal — seria mais uma forma de acolher a filosofia representada pelo o místico evento ocorrido com os Trapeiros de Emaús.

O de que o cristianismo precisa, seus praticantes, pastores, filósofos e servos atuantes para o melhoramento do mundo, não em termos absolutos, mas  de torná-lo mais plausível em meio a essa tempestade de modernização, não exatamente um suposto caminhar juntos, mas de mais espiritualidade dos cristãos, compreensão, principalmente para nos tornarmos mais compatíveis com a nossa realidade.

Somente dessa forma acreditamos melhorar nossas vidas num mundo alucinado por magias encantatórias, fórmulas visionárias — e evitar que os aventureiros atávicos de primeira hora nos transformem em robôs ou por eles sermos comandados, a propósito de construir uma civilização  cruel,  desumana e extremamente maquínica.

                                                             Bsb, 21.04.26

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 14 de abril de 2026


                                      APOLLO II — LUA AINDA DESCONHECIDA

 

 

 

 

Parodiemos Ivan Lima com seus Fatos Desconhecidos — a nossa Lua ainda nos é desconhecida. A Nasa repete seu feito de 1969 — a nave Apollo XI, teria ejetado astronautas à Lua, o feito estupidificou o mundo, deixando o russoYure Gagarin anterior na berlinda. Muitas pessoas não acreditaram, teria sido apenas um faz de conta da Nasa, até para os entendidos no assunto. Mas parece que os russos confirmaram a aventura americana.

Ora, a verdadeira corrida espacial, primeiramente à Lua, não é fato de nossos dias. A humanidade sempre dignou-se  explorar o Universo. Os exploradores mais antigos foram os egípcios e os babilônios. No século XVI, um dos pioneiros a explorar o céu usando o telescópio foi Galileu Galilei.

No século XX começa uma acirrada corrida espacial Estados Unidos e União Soviética, os americanos vencendo com o Apollo XI com o primeiro humano a pisar no sinistro solo lunar.

O céu agora tem sido o roteiro primordial dos exploradores espaciais, Nasa e Esa realizando missões pelo espaço afora, inclusive viagens estapafúrdias em busca dos chamados exo-planetas pelos confins do Universo. Haja vista que o suposto dono do mundo, Elon Musk tem planos de levar os humanos a Marte em 2030.

Pessoas de tino mais apoteótico sonham por produzir esse legado à humanidade — alcançar novos horizontes e promover, embora pareça impossível, a união e cooperação entre os povos em prol de um objetivo comum.

Recentemente a Nasa acabou de nos oferecer mais um destes  espetáculos estratosféricos, de enviar seres humanos à Lua — trata-se do lançamento do Artemis II, com o objetivo, dizem, de preparar os seres humanos para os próximos pousos na Lua. O que nos deixa, simples mortais lutando por viver nesta Terra, explorada pela manipulação político-ideológica,  mais ansiosos e, o que é pior,  desprotegidos.

Se é mais um ousadia que o ser humano assume tentando explorar talvez o impensável, só o futuro nos dirá, talvez com a ajuda alternativa da IA, que, pelo menos no momento atual, tem se tornado o instrumento ideal utilizado para transformar as pessoas e o mundo, auxiliando-nos em suprir nossas incapacidades e até corrigir nossos erros.

O que não sabemos e nos causa grande espécie — seria como nós, humanos, administraremos todos esses aportes, esses instrumentos maquínicos e portanto ideológicos, os quais se acumularão em torno de nossa vida, se temos condições de manejá-los com prudência, eticidade e capacidade mental.

Ou estamos perdendo nosso direito de viver em paz e dignidade — o que a nosso ver configuraria, mesmo assim, o que previu o filósofo Leibniz seria alcançar o mundo possível?   

 

                                                     Bsb, 14.04.26

terça-feira, 24 de março de 2026

                                           O  MAL DE PROTÁGORAS

 

 

 




 

Vez em quando nossa humanidade enseja renovar sua caminhada. Mas acaba tomando o caminho errado. Entenda quem quiser. Ora, sabemos que as veredas não têm sido fáceis.

Na Idade Média, os eventos foram terríveis — a peste negra devastou a humanidade, enquanto, depois, o movimento chamado Inquisição, com fatos positivos e negativos, fez uma devassa tentando separar à força o joio do trigo.

Depois, em 1789, eis que deflagra-se um movimento, à guisa de modernidade e centrado no terrorismo político, a inaudita Revolução Francesa, na verdade um dos eventos mais sediciosos da história, cujas consequências até hoje sofremos, sob alegação de que o mundo evoluía, o que nem sempre se sucedeu, senão o criação da guilhotina, o símbolo do terror, ao invés da  sonhada melhoria do mundo. O que dela decorreu foi um suposta evolução social econômico-financeiro, com o decaimento  da ética, da moral e dos costumes. 

Com a tal Revolução Francesa o mundo teria entrado, como dizem, nos acordes de uma civilização evoluída,  mas não nos livrou das primeira e segunda guerras mundiais e outras catástrofes que atingiram   a humanidade.

A nosso ver o a Revolução Francesa não obteve essa grande  melhoria para o mundo, ao contrário teve o demérito de introduzir nas hostes supostamente mais evoluídas nada menos que o pior dos inventos possíveis — a ideologia. Seu inventor o iluminista francês Antoine de Desutt de Tracy, no final do século XVII, por volta de 1796-1801, termo criado para definir a ciência das ideias. Napoleão, por sinal, apelidou o termo e seus seguidores de ideólogos, acusando-os de “abstratos e irrealistas da realidade prática.”

Aliás, Karl Marx, nos meados do século XIX, definiu a tal ideologia como ciência, uma “falsa consciência da distorção da realidade”, termo esse hoje amplamente utilizado nas ciências sociais.

Resumindo tudo, a ideologia, essa mesma falsa distorção da realidade, passou a ser condição  sine-qua-non para nossos filósofos, historiadores e sobretudo os sociólogos atuais. E surgem em jorro os apoiadores, gregos e troianos: Paulo Freire, Fidel Castro, Zigmunt Bauman, Jacques Derrida, Nancy Fraser, Nicos Poulantza (1936-1979), Oscar Niemeyer, Garcia Marques, Thomas Piketti, José Saramago, Graciliano Ramos, Noam Chomsky, John Steinback e esse economista adorado pela mídia Noam Harari.

O problema é que a ideologia não ficou restrita às áreas comunistas — ela se espalhou como um verdadeiro vírus, infiltrando-se praticamente em todas as atividades humanas, inclusive nas universidades, escolas, espécie de praga, influenciando pessoas e o que é pior, subvertendo a política e a economia. Até mesmo o sentido da vida.

E quem foi o responsável por essa extraordinária subversão — o maior terrorista divulgador do comunismo de todos os tempos, o italiano Antonio Sebastiano Francisco Gramisc. O problema é que o vírus gramisciano não ficou ai. Espalhou-se para outras órbitas, sociais  morais e até religiosas. Resultado — infestou e continua infestando  todos os atuais movimentos que vêm  viralizando no mundo atual, cultura woke, aquecimento global, Gaia Ciência e principalmente talvez o mais inócuo e devastador: a teoria do gênero.

E saibam a origem desses desacertos que tantos males vêm causando às pessoas e ao mundo em geral? Um filosófo grego chamado Protágoras (490 a.C) que criou esse paradigma: “O homem é a medida de todas as coisas”

 Nossos filósofos, escritores, poetas e cientistas, em geral ateus ou agnósticos, adotaram Protágoras por lema e o divinizaram como o maior transformista a influenciar nossa historiografia humana.

                                                                   Bsb, 24.03.26

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 17 de março de 2026

                                 SENHOR — AJUDE-NOS A DIZER SIM

 

 

                                



                                             Murilo Moreira Veras

 

 SIM, dizer sim ao Senhor

— eis a grande questão

Maria Santíssima, ajude-nos

              a dizer Sim ao Senhor.

Os humanos temos necessidade

de dizer Sim ao Senhor.

É a consciência que nos dá a necessidade

              de Amar.

O coração nos clama pelo amor

              de Deus,

enquanto as criaturas lutam

               por dinheiro, felicidade

               e paixão.

Eu sou eu e minha circunstância

              — diz o agnóstico.

Eu vos digo — eu sou eu e a

              circunstância de Deus.

Quando se ama, sofremos, quando

               se sofre amamos.

Inteligência artificial — não Inteligência

               Moral, sim.

Maria, nossa Mãe, diligencie nossa inteligência

               para a Luz

a Luz da razão que é o Amor.

Ama e faze o que quiseres

               — mas aos cuidados do Criador.

Não sou uma sombra. Sou um ente

               estruturado como Ser.

Quem tece os lírios do campo?

Quem faz voar as aves no céu?

 

                

                   O coração

         que seja a bússola do Amor

        e o Amor Crístico nos alivie

        do sofrimento íntimo da Dor

 

                                    Bsb,14.03.26

 

*Poema escrito com a mão esquerda

 

domingo, 8 de março de 2026


                                             EM  FAVOR  DA PAZ

 

 

 

É tempo de Quaresma, de conversão. Enquanto isso, metade do mundo está em guerra. Os falastrões, supostos mestres midiáticos, já viralizam mundo afora que acontece a 3ª Guerra Mundial.

O Oriente Médio está praticamente em chamas — os protagonistas Iran, Israel e Estados Unidos em confronto quase diário.

Até o Dubai já foi vitimado de bombardeio, inclusive pelo próprio Iran, que se vê ameaçado por todos os  lados.

A China e a Rússia, as duas já se pronunciaram a favor do Iran, devido os bombardeios dos Estados Unidos, em ação avassaladora recente contra o país do Aiatolás, inclusive matando o chefe deles, o aiatolá Komeine.

Será o prenúncio do Apocalipse bíblico?

Não há negar, a humanidade está em perigo. Os órgãos pressurosos pela Paz que fiquem em alertas máximo. As nações se solidarizem enquanto é tempo. Os governantes, os Órgãos representativos, apressem-se por assumirem suas funções — que sejam conciliábulos a favor da Paz.

Guerras são sempre devastadoras — todos  seremos atingidos, certamente as nações mais vulneráveis.

Nós, a humanidade, qualquer que seja a fé que as nações abracem, devem se eximir o mais possível daquele terrível eufemismo de que “o homem é o lobo do homem”.

O mundo, as nações, o povo, o senso comum em geral — o de que precisamos é da Paz, vivermos em paz.

Oxalá os senhores representantes das Nações ajam com bom senso e principalmente sabedoria possível, de que os tempos tribais já se extinguiram, que somos civilizados.

Entrementes, neste tempo de quaresma que o Cristianismo cultua, no qual é solicitado o nosso arrependimento — que exerça influência positiva às pessoas. E nós, cristãos, rezemos pela Paz.

Acolhamos a Paz e não a guerra, também neste Dia Proclamado às Mulheres — entreguemo-nos todos de corpo e alma aos eflúvios positivos  decorrentes dos ensinamentos do Mestre dos Mestres para que nos beneficiem  do Amor.  Que nos livre do Mal, sempre. 

                                                                                                     






 


Tenho dito.

                                                           Bsb, 8.03.26

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026


                                     O CÉREBRO ESPIRITUAL

 

 

 

Certa feita, Ortega y Gasset, filósofo espanhol, declarou em seus ensaios — “Eu sou eu e as circunstâncias”. Parodiamos o filósofo, dizendo “Eu sou eu e meu cérebro espiritual”.

Os neurocientistas têm explicações materialistas sobre as funções do cérebro,  tratam-no como uma máquina criadora, espécie de válvula psicodélica capaz de fazer tudo por si mesmo, sem influência de nada. Digamos: um engenhoca produtora de eventos.

Aliás, temos um livro demonstrando, mediante pesquisa realizada  com freiras carmelitas na Université de Montreal, Canadá — que o cérebro é capaz de obter propriedades espirituais. Segundo a pesquisa, o cérebro é capaz de produzir curas, até mesmo extraordinárias. É o foco do livro consolidando o resultado de pesquisa feita pela dupla Mario Beauregard, neurocientista e  a jornalista Denyse O’LearyO Cérebro Espiritual, Editora Best-Seller, 444 pgs. 

O cérebro não é só essa máquina maquiavélica como a descrevem ser os neurocientistas, os materialistas sobretudo. Eles acham que tudo se resolve através da máquina cerebral, portanto, nada a ver com espiritualidade.

Ora, somos contrários, temos o cérebro como um órgão cuja função ou funções atua no ser humano, de forma múltiplice, uma bússola espiritual, isto é, suscetível a ações para além da matéria.

Com base nessa pesquisa, a nosso ver, realizada por pessoa de alto nível, como o neurocientista PhD, a pesquisa vem demonstrar que o ser humano não é uma simples máquina, mas um ente sobrenatural, posto que constituído de matéria e espírito. Portanto, o cérebro tem também atividades extra matéria, ao controlar este ser específico, não se restringindo apenas a  comandar atos e fatos materiais. De tal ordem, que, a nosso ver e com base em explicações de filósofos mais avançados, cremos que o cérebro tem irradiações inclusive como orientador do conhecido livre-arbítrio — esse dispositivo extraordinário no ser humano criado por Deus como função reguladora e também condicionadora das ações humanas, direcionadas para o bem, nunca para o mal.  

Concluimos que toda essa caterva científica de que o cérebro humano é um simples órgão maquínico, que responde só a matéria, nada a ver a alma, o espírito, religiosidade e outros demandas fora do olho materialista, é falível.

Há mais coisas entre o Céu e a Terra do que pensam esses cientiistas militantes maquínicos de mentes enrustidas.

 

                                               Bsb, 23.02.26