A CAIXA
PRETA DE DARWIN
VERSUS
DISIGN INTELIGENTE
Ora — como em Brasília não existe carnaval, aproveito este dias dos
famigerados folguedos de Momo para, mais uma vez, especular sobre assunto
sempre à baila — se o ser humano vem do macaco, como quis Darwin ou, ao
contrário, há um ser criador, ora denominado pela mídia DI, design inteligente.
Incrível,
mas este assunto, nunca deixa de aparecer na mídia, youtube e que tais. Ocorre
que prevalece até para as estultices carnavalescas ou as saltitantes obras
focalizadas pelas Olimpíadas de Inverno, ora em curso.
Nada
mais interessante do que, em meio a essa tempestade de ocorrências, lobrigarmos
sobre a espécie humana, a que veio fazer nesse planetinha que não passa de um
cisco no universo, como afirmou Pascoal. Isto também é notícia, porque cada vez
nos descobrimos quem realmente somos — humanos ou desumanos.
Em
1996, um simples professor americano, Michael
Behe bioquímico, saiu de seu laboratório profissional para se contrapor a um cientista dos mais renomados de nosso
tempo — Darwin, o criador da teoria de que o ser humano é originário do
macaco. O livro se intitula A CAIXA PRETA
DE DARWIN.
Ocorre
que, antes, o físico italiano Antonino
Zichichi, em seu livro POR QUE ACREDITO
NAQUELE QUE FEZ O MUNDO, ex-presidente da Federação Mundial de Cientista,
tornara-se um crítico contundente de certos dogmas culturais, segundo ele,
travestido de ciência. Católico convicto, posicionou-se contra o cientificismo,
sobretudo o darwinismo, apresentado como verdade incontestável.
Enquanto
Zichichi afirma que “Nem a matemática nem
a ciência podem descobrir Deus pelo simples fato de que estas duas conquistas
do intelecto humano agem no imanente e jamais poderiam chega ao
Transcendente" — nosso professor bioquímico, no seu laboratório, com absoluta maestria fundamentada na
ciência, discorda e prova cientificamente que a Teoria da Espécie de Darwin é incompatível com Bioquímica, ciência que trata da Química da Vida.
Embora
o professor Behe não seja um criacionista, ele afirma que as máquinas
biológicas têm que ser planejadas, seja por Deus ou alguma outra inteligência artificial – o DI. Aliás,
Behe, por sinal, é um dos defensores da tese do DI.
Não
há negar, a discussão em torno da Teoria da Espécie e agora essa terceira via
DI, na realidade leva sempre à existência ou não de Deus, na qual se
engalfinham ateus e deístas. É de crer-se que nem todo mundo é ateu, ao
contrário, há mais pessoas no mundo crentes em Deus do que ateias.
E
as controvérsias chegam às redes sociais. Martin
Nowak, professor de matemática e biologia em recente congresso em
Washington-DC afirmou que Deus existe.
Enquanto outro professor de matemática, desta feita de Oxford, John Lennox, em
debate, provou matematicamente que Deus existe.
Mas
há os materialistas ruidosos que gostam de confundir as pessoas. Citamos pelo
menos quatro, Richard Dawkins, biólogo, Sam
Harris, neurecientista, Daniel Dennet,
filósofo e Stephen Jay Gould, paleontólogo.
Enquanto
eles — os mais metidos a sabichões — se debatem, entre gregos e troianos, nós
vamos assistindo essas discussões, às vezes inócuas, mas que não nos podemos
fazer de ouvido mouco.
De
uma coisa temos absoluta certeza — o planeta Terra, onde vivemos, esse fantástico Universo, assim como essa
maravilhosa Natureza não podem ter nascido sozinhas, passando por etapas as
mais diversas, o que nos assegura afirmar como Shakespeare teria dito em sua
peça Hamlet:
Há mais coisa entre o céu e a terra,
Horácio, do que pensa tua filosofia (Cena III da peça Hamlet)
Bsb, 1.02.26



