quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

                                       PÉROLAS  AOS  PORCOS

 

 

 

 

Vezes há que temos que enganar o destino para não cairmos no ridículo — é o que reza no Evangelho Mateus 7:6 nos ensinamentos do Mestre:

 

“Não jogueis o que é santo aos cães

Não joguei vossas pérolas aos porcos

para que não as pisoteiem e depois se

voltem para destroçar-vos.”

 

É-nos desagradável quando pensamos o bem a uma pessoa e ela nos dá em retorno o desprezo.

Há outro dito popular congruente com a palavra do Mestre: É a ignorânciaq que atravanca o progresso.

Querendo ou não, às vezes caímos neste logro. Gastamos nosso latim, preparamos o que temos de mulher em termos de conhecimento — mas esquecemos da plateia para a qual nos dirigimos, que não entende. E assim gastamos atoa nosso latim.

Tais coisas não nos vem por acaso, quando queremos discernir sobre alguma matéria e quem nos ouve não entende patavina, ou, pior faz de ouvido mouco.

Ora, é o que vemos hoje — as pessoas, profissionais, gente supostamente culta, que não estão  nem aí para o que dizemos, como costumamos dizer, não estão nem aí sobre que dissertamos, escrevemos ou pensamos. Dir-se-á boiando no espaço da ignorância do vazio.

Eis o retrato dos dias que correm, as pessoas só se voltam para os celulares, onde se alinham quase sempre à bestiologia, aos fatos não factuais, às informações equivocadas, hoje ditas fake-news. Nada de sério, importante, valioso, só a extravagância — então as pérolas do conhecimento, os fatos verídicos, o que pode e deve enlevar o espírito, enriquecer nossa consciência, só tem um destino : a lata de lixo.

Quem vai se incomodar hoje com o dia de amanhã, de que estamos sendo vítimas de um verdadeiro extermínio cultural e espiritual? Que lançamos aos porcos nossa suposta sabedoria?

Só nos resta rezar e esperar que tudo não nos seja dado por acréscimo — mas, sim, por benevolência dos Anjos.

                                                                 Bsb, 29.01.26

 

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