UM BESOURO CONTRA A VIDRAÇA DO MUNDO?
Enquanto um
besouro está preso numa vidraça — título do único romance do prolífico
poeta J.G. de Araújo Jorge, ai pelos
anos 1945, nosso mundo, nosso País encontram-se, um e outro, por incrível que pareça,
igual um besouro, preso nas malhas de
uma prisão enigmática. Os governos mundiais parecem desnorteados e as nações sob o signo do desespero.
Será
que os humanos perderam o senso da razão — besouros encalhados à frente de
vidraça política, traumatizados, as nações sob a mira da destruição?
O
Oriente a se desentender com o Ocidente, embora sempre se desentendessem, mas
não tão perfunctoriamente como o estão hoje, a ponto de saírem para a troca de
armas — a Terceira Guerra Mundial.
Ouvem-se inclusive já os insultos da Rússia, através de seu arrogante
signatário. O Irã, outrora nação dignatária de elogios, hoje presa às garras de
um governo tirânico, a ponto de aterrorizar o Oriente Médio, conquanto promova
o aquartelamento de força, ontem humilhada, hoje um arsenal de bombas e
artefatos de guerra moderníssimos, a usar suas mortíferas máquinas de guerra.
Enquanto
isso os Americanos, espécie de escudo da Democracia a ressentirem-se e portanto
no direito de agir, à vista da brutalidade dos encontros dessas nações, Irã e Isrrael — agora não mais
mediador, mas gladiador cuja vitória na luta
talvez jamais venha a alcançar.
Entrementes,
no nosso continente, outra luta se nos apresenta, que seria como nos livrar do
maquiavelismo político gerado pela proliferação do proselitismo político criado
pelo socialismo ateu, apelidado eufemisticamente de democracia social,
universalismo e outros que tais, na realidade a ideologia comunista, sob a
forma sofística de melhorar o mundo com sua
ideia de libertação das garras do capitalismo.
Aliás,
a Venezuela, nossa parceira latina, acaba de libertar-se do tacão da esquerda
de um chefete, cria de outro chefete anterior, através de ação épica dos
Estados Unidos, que captura o estouvado
ditador — hoje respondendo processo em prisão americana.
Eis
o cenário a que hoje assistimos, nós aqui do Brasil fronteiriço da Venezuela.
A
propósito, não cantemos tanta vitória antes do tempo, pois não estamos ilesoSç,
social e economicamente, dos destemperos ocorridos nesse nosso novo velho
mundo. Se não chegamos a esta situação de termos um chefete sendo arrancado à
força bruta do poder, digo-vos — oxalá o tivéssemos. Nosso País encontra-se
mais ou menos à deriva em ano pré eleitoral. Temos cenários estapafúrdios a nos
tirar, não propriamente do sério, mas ficarmos de preventiva atenção. Nossa situação social e política
merece cuidado. Estamos sob um governo dito democrático, mas sob vigilância
intermitente de um poder supremo de justiça. Estamos, por assim dizer,
sub-judice a essa corte suprema de justiça, o povo vigiado de certa forma.
Temos um ex-presidente encarcerado sob alegação de ter atentado contra o estado
de direito do País — fato estranhável, pois esse mesmo estado de direito motiva
o desrespeito à liberdade, manda prender sem o devido processo legal e em
última instância agride o Parlamento.
Não
há negar, vivemos neste fantástico mundo semi-científico, mais em situação de
penúria em termos de intelecto, moralidade, eficiência econômica, razão que nos
leva a dizer que estamos, sim, a pique de perdermos até mesmo nossa
individualidade. Aliás, não só em nosso Pais, quiças no mundo todo.
Será
previsão de que já assistimos os primeiros sinais do Apocalipse, os horrores do
Armagedon?
É
o que vislumbramos nestes primeiros passos do ano 2.026. Oxalá sejamos dotados
de força e coragem suficientes para suportar esse furacão de atos e fatos, esse
vendaval de estroinices praticados por aqueles que se dizem ser homo-sapiens, assim como mulher-sapiens, como foi dito.
É
o que temos a dizer e que o Senhor do Universo tenha piedade de nós.
BSB, 4.02.26

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