PÂNICO GLOBAL
— POSSÍVEL?
Vezes
há que temos de sair do sério. É verdade
que acabamos de nos livrar dessa loucura dos festejos momescos. Como não
bastasse, uma escola de samba resolve homenagear um presidente inócuo,
distribuindo, além disso, deslustres e
insultos às religiões. Felizmente foi penalizada com o rebaixamento.
Observe-se
que estamos em ano de eleição em nosso País, daí surgirem aqueles velhos
problemas, conchavos, ataques pessoais, desvirtuamento da velha mídia, fake-news
viralizando a torto e a direito.
É
o pânico, prenúncio da desordem, aqui e também no mundo. Vejam só, acabamos de
nos deslumbrar com os feitos e fatos da Olimpíada
de Inverno, na Itália — espécie de divertimento esportivo no gelo que
suaviza nossos destemperos usuais, financeiros e morais, imperantes em nossas
sociedades.
A
Venezuela, aqui ao nosso lado, acaba de livrar-se de um ditador inescrupuloso,
graças a uma estratégia inédita de Trump dos Estados Unidos, ora respondendo
pelos desmandos em prisão.
Em
sua epopeia O Tempo e o Vento, Érico
Veríssimo declara pela boca de um de seus inúmeros personagens: Eta mundo velho sem porteira!
Inobstante
todas essas impropriedades de que somos vítimas e portadores e algumas vezes
com culpa ou sem ela — pelo menos entramos no tempo quaresmal.
Mas
outros dados e informações ainda sinalizam o pânico em nossas hostes, basta
levantarmos alguns das principais ocorrências no momento atual, retiradas da
internet:
a) o Irã continua o enriquecimento do urânio, um perigo à
vista;
b) a Arábia
Saudita pede para enriquecer o urânio, como proposto pelos EUA;
c) Polícia Britânica investiga a mansão Royal Lodge do
ex-príncipe Andrew;
d) Testamento de Epstein — imbróglio sexual desse
indivíduo depravado — propõe indenizar vítimas;
e) Aviões russos são detectados no Alasca;
f) Há sinais de que EUA pode atacar o Irã;
g) Após fala de Obama, Trump ordena divulgação de
arquivos sobre vida alienígena;
h) Venezuela aprova lei de anistia de presos por
protestos políticos.
Esses são os fatos de agora, amanhã já serão outros
mais escabrosos.
Oxalá os personagens, nós, que
palmilhamos as veredas deste nosso orbe, tomemos consciência de nossos
desmandos, nos vistamos de sacos e a exemplo de São Luís IX (1226-70), rei de
França, peçamos perdão pelos pecados cometidos.
Talvez melhoremos um pouco este
nosso planeta azul.
Bsb, 20.02.26

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