terça-feira, 17 de fevereiro de 2026



                                A CAIXA  PRETA  DE  DARWIN

             VERSUS DISIGN INTELIGENTE

 

 

 

 

Ora — como em Brasília não existe carnaval, aproveito este dias dos famigerados folguedos de Momo para, mais uma vez, especular sobre assunto sempre à baila — se o ser humano vem do macaco, como quis Darwin ou, ao contrário, há um ser criador, ora denominado pela mídia DI, design inteligente.

Incrível, mas este assunto, nunca deixa de aparecer na mídia, youtube e que tais. Ocorre que prevalece até para as estultices carnavalescas ou as saltitantes obras focalizadas pelas Olimpíadas de Inverno, ora em curso.

Nada mais interessante do que, em meio a essa tempestade de ocorrências, lobrigarmos sobre a espécie humana, a que veio fazer nesse planetinha que não passa de um cisco no universo, como afirmou Pascoal. Isto também é notícia, porque cada vez nos descobrimos quem realmente somos — humanos ou desumanos.

Em 1996, um simples professor americano, Michael Behe bioquímico, saiu de seu laboratório profissional para se contrapor  a um cientista dos mais renomados de nosso tempo — Darwin, o criador da teoria de que o ser humano é originário do macaco. O livro se intitula A CAIXA PRETA DE DARWIN.

Ocorre que, antes, o físico italiano Antonino Zichichi, em seu livro POR QUE ACREDITO NAQUELE QUE FEZ O MUNDO, ex-presidente da Federação Mundial de Cientista, tornara-se um crítico contundente de certos dogmas culturais, segundo ele, travestido de ciência. Católico convicto, posicionou-se contra o cientificismo, sobretudo o darwinismo, apresentado como verdade incontestável.

Enquanto Zichichi afirma que “Nem a matemática nem a ciência podem descobrir Deus pelo simples fato de que estas duas conquistas do intelecto humano agem no imanente e jamais poderiam chega ao Transcendente" — nosso professor bioquímico, no seu laboratório,  com absoluta maestria fundamentada na ciência, discorda e prova cientificamente que a Teoria da Espécie de Darwin é incompatível com Bioquímica, ciência que trata da Química da Vida.

Embora o professor Behe não seja um criacionista, ele afirma que as máquinas biológicas têm que ser planejadas, seja por Deus ou  alguma outra inteligência artificial – o DI. Aliás, Behe, por sinal, é um dos defensores da tese do DI.

Não há negar, a discussão em torno da Teoria da Espécie e agora essa terceira via DI, na realidade leva sempre à existência ou não de Deus, na qual se engalfinham ateus e deístas. É de crer-se que nem todo mundo é ateu, ao contrário, há mais pessoas no mundo crentes em Deus do que ateias.

E as controvérsias chegam às redes sociais. Martin Nowak, professor de matemática e biologia em recente congresso em Washington-DC  afirmou que Deus existe. Enquanto outro professor de matemática, desta feita de Oxford, John Lennox, em debate, provou matematicamente que Deus existe.

Mas há os materialistas ruidosos que gostam de confundir as pessoas. Citamos pelo menos quatro,  Richard Dawkins, biólogo, Sam Harris, neurecientista, Daniel Dennet, filósofo e Stephen Jay Gould, paleontólogo.

Enquanto eles — os mais metidos a sabichões — se debatem, entre gregos e troianos, nós vamos assistindo essas discussões, às vezes inócuas, mas que não nos podemos fazer de ouvido mouco.

De uma coisa temos absoluta certeza — o planeta Terra, onde vivemos,  esse fantástico Universo, assim como essa maravilhosa Natureza não podem ter nascido sozinhas, passando por etapas as mais diversas, o que nos assegura afirmar como Shakespeare teria dito em sua peça Hamlet:

 

Há mais coisa entre o céu e a terra, Horácio,  do que pensa tua filosofia (Cena III da peça Hamlet)

Bsb, 1.02.26

 

 

 

 

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