terça-feira, 28 de abril de 2026


                                     ALÉM DA ETERNIDADE — ALWAYS

 

 


Filme sem dúvida dos mais intrigantes sob a direção de Steven Spilberg  foi o Always  — ALÉM DA ETERNIDADE. O filme é de 2004. O interessante é que na trama surge Audrey Hepburn, que teria falecido logo depois. Ela faz o papel de uma instrutora do outro mundo.

À época, 2004, a revista Veja, então em grande voga, sua comentarista, por sinal iniciante, por não ter entendido bulhufas do filme — começa seu comentário assim: “Taxiou, taxiou, mas não decolou...”

É verdade que muitos acreditaram que o filme era uma versão puramente espírita. Reveste-se como uma suposta versão do outro mundo, quando Richard Dreyfuss, o piloto audacioso, que enfrenta qualquer perigo, morre num terrível desastre no seu avião, retorna para acompanhar a namorada Dorinda (Holly Hunter). Na realidade o filme tem várias versões. Pode referir-se a uma realidade do mundo, fatos interpretativos da 2ª. Guerra Mundial, os bombardeios, cidades semidestruídas e os combatentes, que se uniram para combater o nazismo (a violência do incêndio florestal). Observe-se que no filme os aviões de combate ao incêndio são antigos. Mas por outro lado o filme pode suscitar experiências escatológicas, o mundo em estado degenerativo, à falta de espiritualidade, sugerido pela amizade estreita entre os combatentes, a morte de Pete ( Dreyfuss) que ressurge para resgatar as pessoas, a presença de uma espécie de redentora  (Hepburn).

O que faz do filme de Spilberg suscitar interpretações diferentes é que  sua trama é surrealista, por sua instância espiritual, por chamar à atenção ao nosso mundo imbricado em soluções erradas, a falta de amorosidade entre as pessoas — o mundo incendiado, mas à busca de soluções pacíficas. Enquanto seu final — a salvação de Dorinda, após ter salvado os combatentes, o seu avião destroçado mergulhando no mar. Não seria alusão a que nossa civilização esboroa-se pelos erros cometidos, mas que de alguma forma  ressuscita em busca de um suposto mundo melhor, senão o possível?

                                                         Bsb, 27.04.26 

domingo, 26 de abril de 2026


                                                          KALINCA - DANÇA RUSSA 

terça-feira, 21 de abril de 2026


                                OS NOVOS TRAPEIROS DE EMAÚS

 

                                                    Murilo Moreira Veras

 

Fatos dos mais interessantes — após a crucifixão de Jesus  Cristo — consta da narrativa de Lucas 24.13-34. Os apóstolos encontravam-se desnorteados. O Mestre havia ressuscitado, mas seus seguidores todos temerosos, devido as perseguições dos romanos e dos sacerdotes judaicos.

É neste clima que dois apóstolos, um deles Cleofas, encontram-se a caminho de um lugarejo chamado Emaús a quinze quilômetros de Jerusalém. O assunto entre os dois ainda é a crucifixão do Mestre. Eis que aparece Jesus e se reúne aos dois, sem que eles o reconhecessem. O estrangeiro, o próprio Jesus, começa a conversar sobre o rumoroso caso, esclarecendo fatos a ambos.

Jesus havia ressuscitado, tudo se tornara vazio, os apóstolos assustados, sem orientação, seu Mestre desaparecera, não sabiam o que fazer.

Se trasladarmos esses fatos sob a ótica de nosso tempo — o que significa?

Ora, nós sabemos que todo o sistema civilizatório foi transformado pelo cristianismo. A civilização se sobrepôs aos atos de barbárie existentes na antiguidade, absorvendo os fundamentos da moral, da ética e da estética, sob os auspícios da fé cristã.

Inobstante isso, o cristianismo, por incrível que pareça, apesar de ser primazia no cômputo global, mais da metade da população mundial — mesmo assim tem se tornado vulnerável diante do crescimento das ideologias, das quais sofre ataques de todas as formas.

Eis, sub-repticiamente, o que pode ter grande significado, para nós, cristãos, esse fato extraordinário ocorrido com os Trapeiros de Emaús, seu medo, os cristãos hoje, desconfiados, fraquejando em sua fé, devido a corrupção vigente do mundo.

Quantas e quantas vezes nós, os cristãos não vacilamos na fé, não pecamos, temos incertezas, praticamos esse ou aquele pecado, até mesmo por omissão.

È nesse ponto que, a nosso ver, como também cristão vacilante e cheio de defeitos, que nos vemos hoje como os Novos Trapeiros de um outro Emaús.

A Igreja Católica recentemente tem nos advertidos de que precisa se modificar, ser mais consciente dos problemas do mundo, ser mais cosmopolita, acatar certos eufemismo, hoje viralizando, como a Teoria da Libertação, o ecumenismo, o universalismo tão badalado pelos nossos ideólogos, Gaia Ciência, aquecimento global e quejandos. É o que a Igreja vem denominando de sinodalismo — o tal Caminho Sinodal.

Não somos muito condizentes com essas novíssimas reformas da fé católica. Pensamos que o tal caminho sinodal — seria mais uma forma de acolher a filosofia representada pelo o místico evento ocorrido com os Trapeiros de Emaús.

O de que o cristianismo precisa, seus praticantes, pastores, filósofos e servos atuantes para o melhoramento do mundo, não em termos absolutos, mas  de torná-lo mais plausível em meio a essa tempestade de modernização, não exatamente um suposto caminhar juntos, mas de mais espiritualidade dos cristãos, compreensão, principalmente para nos tornarmos mais compatíveis com a nossa realidade.

Somente dessa forma acreditamos melhorar nossas vidas num mundo alucinado por magias encantatórias, fórmulas visionárias — e evitar que os aventureiros atávicos de primeira hora nos transformem em robôs ou por eles sermos comandados, a propósito de construir uma civilização  cruel,  desumana e extremamente maquínica.

                                                             Bsb, 21.04.26

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 14 de abril de 2026


                                      APOLLO II — LUA AINDA DESCONHECIDA

 

 

 

 

Parodiemos Ivan Lima com seus Fatos Desconhecidos — a nossa Lua ainda nos é desconhecida. A Nasa repete seu feito de 1969 — a nave Apollo XI, teria ejetado astronautas à Lua, o feito estupidificou o mundo, deixando o russoYure Gagarin anterior na berlinda. Muitas pessoas não acreditaram, teria sido apenas um faz de conta da Nasa, até para os entendidos no assunto. Mas parece que os russos confirmaram a aventura americana.

Ora, a verdadeira corrida espacial, primeiramente à Lua, não é fato de nossos dias. A humanidade sempre dignou-se  explorar o Universo. Os exploradores mais antigos foram os egípcios e os babilônios. No século XVI, um dos pioneiros a explorar o céu usando o telescópio foi Galileu Galilei.

No século XX começa uma acirrada corrida espacial Estados Unidos e União Soviética, os americanos vencendo com o Apollo XI com o primeiro humano a pisar no sinistro solo lunar.

O céu agora tem sido o roteiro primordial dos exploradores espaciais, Nasa e Esa realizando missões pelo espaço afora, inclusive viagens estapafúrdias em busca dos chamados exo-planetas pelos confins do Universo. Haja vista que o suposto dono do mundo, Elon Musk tem planos de levar os humanos a Marte em 2030.

Pessoas de tino mais apoteótico sonham por produzir esse legado à humanidade — alcançar novos horizontes e promover, embora pareça impossível, a união e cooperação entre os povos em prol de um objetivo comum.

Recentemente a Nasa acabou de nos oferecer mais um destes  espetáculos estratosféricos, de enviar seres humanos à Lua — trata-se do lançamento do Artemis II, com o objetivo, dizem, de preparar os seres humanos para os próximos pousos na Lua. O que nos deixa, simples mortais lutando por viver nesta Terra, explorada pela manipulação político-ideológica,  mais ansiosos e, o que é pior,  desprotegidos.

Se é mais um ousadia que o ser humano assume tentando explorar talvez o impensável, só o futuro nos dirá, talvez com a ajuda alternativa da IA, que, pelo menos no momento atual, tem se tornado o instrumento ideal utilizado para transformar as pessoas e o mundo, auxiliando-nos em suprir nossas incapacidades e até corrigir nossos erros.

O que não sabemos e nos causa grande espécie — seria como nós, humanos, administraremos todos esses aportes, esses instrumentos maquínicos e portanto ideológicos, os quais se acumularão em torno de nossa vida, se temos condições de manejá-los com prudência, eticidade e capacidade mental.

Ou estamos perdendo nosso direito de viver em paz e dignidade — o que a nosso ver configuraria, mesmo assim, o que previu o filósofo Leibniz seria alcançar o mundo possível?   

 

                                                     Bsb, 14.04.26