domingo, 16 de novembro de 2025
sexta-feira, 14 de novembro de 2025
MARIA MÃE DE DEUS
Vejam só a que ponto chegamos — querem destronar Maria
Santíssima!
Não há negar o catolicismo está em
baixa — enquanto os protestantes estão rindo à ilharga!
Os adventistas, seita judaica
atualizada, prega sua heresia mais do que nunca agora: O papa é a besta do Apocalipse. É o que sentenciava a guru do
avdeventismo Ellen G. White.
Pois é — querem afastar a Mãe de Deus
do Plano Salvítico!
Mas não foi Maria que deu a luz, por
interveniência divina, ao Menino Jesus — como está escrito no Evangelho (Lucas
2:7)?
Não foi Maria quem criou e amamentou
o Menino Jesus e não foi ela quem nas Bodas de Caná pediu que Ele, já aos 33
anos, transformasse a água em vinho, o primeiro milagre feito? (João 2:1-11)?
Como Maria pode ser afastada do Plano
da Salvação, se Jesus nasceu e cresceu como seu filho, portanto de sua carne,
embora sob os auspícios divinos?
Pois é agora o que está acontecendo —
o Papa Leão XIV se dignou de destronar Maria do Plano da Salvação, através de
um documento mais ou menos desconcertante
a todos os fiéis — documento este redigido por um cardeal chamado Tutti
Fernandes, por sinal totalmente desconhecido, argentino, amigo do Papa
Francisco, de saudosa memória.
Observe-se o desconforto, trazido à
luz de todos nós fieis sobre Nossa Senhora. O documento traz o título Mater Populi Fidelis, provindo do
Dicastério para a Doutrina da Fé com o seguinte preceito — não devemos mais usar corredentora como título da Virgem Maria. A
tal Carta Doutrinal vem assinada pelo Papa Leão XIV e é oriunda do Dicastério da Doutrina da Fé sob a Memória Litúrgica de São Carlos
Barromeu.
Não ousamos discutir as ínclitas
justificativas erigidas pelo documento, posto que acautelatórias das funções
inerentes ao Papa como chefe supremo da Igreja — mas penso que cabe a nós fiéis,
o definido Povo de Deus, no mínimo,
repensarmos sobre esse ato, como Povo
de Deus.
O que nos causa espécie é o citado
documento, repleto de citações e outros referenciais, como que a pedir perdão a
Maria pelo texto controverso, termina com o Papa dizendo:
Mãe do Povo, orai por nós
Seria por acaso pedindo desculpas
pelo que disse sobre Nossa Senhora?
O documento está repleto de citações
e referências como que para justificar o injustificável — vindas do Papa Leão
XIV, aquele pontífice que prometeu tanta esperança ao povo católico, após o estranho papado do
Papa Francisco. Mas esqueceu de citar Santo Afonso Ligório (1696-1787), doutor
da Igreja, escritor prolífico, músico e fundador da Congregação do Redentor, os
Redentoristas, com mais de 120 obras sobre a espiritualidade e a moral, capaz
de mudar a devoção popular. Seus livros decantam a Glória de Maria e A Prática
do Amor a Jesus Cristo, tendo sido padroeiro dos confessores e moralistas,
com profunda devoção mariana. Faleceu aos 90 anos. Durante seu episcopado
escreveu sermões, livros e artigos para encorajar a devoção ao Santíssimo
Sacramento e à Virgem Maria. O Papa Pio XII declarou-o Santo Padroeiro dos confessores
e moralistas, tendo escrito a encíclica HAURIETIS AQUAS, inspiradas em Isaias
12:3, uma referência a Jesus como fonte de salvação e das graças sobrenaturais
ao culto da Sagrado Coração de Jesus.
Atente-se que o Papa Pio XII foi o
único Papa do século XX a exercer o Magistério da Infalibilidade papal, tendo
ele, inclusive, definido o dogma da Assunção de Maria em 1950, em sua encíclica
Munificientissimus Deus.
O Papa Pio XII usou de sua
infalibilidade para reconhecer Nossa Senhora assunta aos céus — com que aprovou
o status de Maria, como o fez Santo Afonso Ligório como corredentora na
Salvação!
Não nos iludamos — não será por isso
e outros deslizes cometidos por certos representantes da Igreja que Nossa
Senhora tem aparecido chorando em várias ocasiões?
Bsb, 13.11.25
sexta-feira, 5 de setembro de 2025
A CONSCIÊNCIA ALÉM
DA MATÉRIA
Decorridos sete anos de sua morte, vem-nos à baila, no
You Tube, a última entrevista de Stephen
Hawking, o famoso cosmólogo inglês. Físico e cientista agnóstico de projeção mundial, dias antes de falecer expõe
a público suas extravagantes teorias sobre o universo.
Desta feita, parece avançar um pouco
em suas lucubrações científicas, sua famosa Teoria
do Tudo, agora acrescida de algumas panaceias teóricas, embora insista na
mesma ideia quanto a inexistência do Criador e sua visão algo panteísta do
universo. Segundo afirma agora, um passo a mais nas afirmações anteriores, de
que o universo é uma cadeia de eventos extraordinários criados por si mesmas,
mediante leis matemáticas, químicas e equações formais, com começo mais sem
fim, sem necessidade de nada que o direcione. Agora na sua última entrevista,
Hawking parece tergiversar quanto as suas afirmações anteriores — permite uma
nova lucubração, de a consciência humana poder influir como elemento inovador,
influindo na evolução do Cosmo. Isto significa uma nova teoria de que as
pessoas falecem, mas podem continuar, através da consciência, de tal modo
noutro plano, o que representa reintegrar-se no universo, espécie de argamassa
ou veículo de vivência, talvez subsistindo eternamente.
Sobre os buracos negros, também integrantes de suas especulações, que
segundo ele são capazes de absorverem tudo que deles se aproximem, a despeito
de contrário à teoria quântica,
afirma agora que a consciência seria como uma informação que haveria de
permanecer, portanto, o conceito de alma, que agora ele inova. Seria espécie de
espírito primordial do ser humano,
O fenômeno da consciência existiria
no espaço tempo, compondo assim a Breve
História do Tempo. Assim, a ciência acumula respostas, mas também perguntas,
o caso de consciência em face da
mecânica quântica, que permitiria seu trânsito, enquanto o buraco negro a
eliminaria.
Assim, segundo ele, a consciência
remanesceria após a morte, integrando-se no Cosmo como parte dele, incorporada
à Ordem Cósmica. Trata-se de
questões, segundo Hawking, irrespondíveis, por se referir à imortalidade. A morte seria uma transição, além de
interferir no horizonte do Universo. Religiões antigas se parecem com nossas
especulações científicas.
Se interpretarmos tais lucubrações
últimas de Hawking, diríamos tratar-se da transcendência
por ele simulada, reconhecendo que há a
matéria e o espírito. Poderia ser, portanto, a alma.
E vai mais além Hawking. Além de
explorar as fronteiras do desconhecido, esse espetro que seria a alma, a
ideia significando o universo com fonte também de informação, a consciência
assim permaneceria. Aliás, a psicologia, a neurociência, tentam provar, mas
ainda em vão, talvez à falta de instrumentalidade adequada, pois parece
extrapolar os caminhos da ciência. Talvez configurem espécie de consciência
primária — como prefiguram os ritos religiosos antigos.
Então qual o objetivo do universo?
Para Hawking o universo simplesmente existe, portanto ele não acredita em Deus.
Ele acredita que talvez o universo seja habitado, também com a proliferação de seres.
O princípio antrópico talvez enseje
isso. A consciência pode se confundir com a própria realidade — o que
equivaleria a uma forma de panteísmo.
A consciência seu subproduto. Para ele, haveria outros universos, inclusive sem
fronteiras, o que teria ocorrido antes do Big
Bang. Seria como experiências cósmicas que se constituíssem em pensamentos
místicos.
Segundo Hawking, os seres humanos se
encontrariam num umbral de uma nova era, com os avanços tecnológicos tais como
a teoria da informação e novas perspectivas do conhecimento, sempre a
prevalecer o conhecimento científico. A consciência pode representar uma
reflexão filosófica, senão um problema metafísico, embora seja questionável os
parâmetros da ciência moderna. Meu corpo tornou-se uma prisão, mas com
extraordinária capacidade de especular sobre a realidade. Não se trata de
misticismo, talvez um compartilhamento com a filosofia. Por exemplo, a neurociência tem experiência nesse sentido, dirimir as diferenças. Significa que
compartilhamos com esses problemas, de expansão da consciência.
Por fim, Hawking dá sua última
mensagem. A metafísica se transforma na
física moderna. A consciência torna-se um problema difícil que desafia a
realidade, conquanto enseje reflexões a
respeito. De minha parte — finaliza ele — devemos refletir sobre tais assuntos,
o papel que representa a consciência na existência humana.
A nosso ver, face ao se aproximar de
sua morte, o intransigente físico dos buracos negros e da diversidade de
universos parece menos flexível em seus conceitos ao admitir a consciência
mística e a possibilidade de uma preexistência da alma, embora continue
agnóstico.
Bsb, 5.09.25
segunda-feira, 1 de setembro de 2025
O LIVRO MAIS
INTELIGENTE
Atentem para o quão interessante — o sul coreano YOUNG HOON KIM com 276 pontos do Livro de Recordes, declarou recentemente em entrevista que deve seu desenvolvimento intelectual à Biblia, onde estudou lógica, linguagem e ciência.
Declarou ele “A Bíblia contem fundamentos da razão e da existência” e mais “A Bíblia é a chave a Inteligência.”
Nem os atuais teólogos, católicos e protestantes — como Billy Graham, por exemplo, que publicou um livro com 366 meditações diárias, citando versículos da Bíblia, espécie de caixeiro viajante, descobriu isto, que a Blíblia é o livro mais inteligente do mundo.
Aliás, nem os grandes teólogos, cientistas, materialistas ou religiosos — Sto Agostinho, São Tomás de Aquino, Boécio, Raimundo Lúlio e todos os Papas, tiveram essa ideia brilhante de que o livro mais inteligente seria a Bíblia. Foi preciso um norte-coreano, do outro lado do mundo, para fazer esta confissão, até agora inédita, a Bíblia é o sumo da inteligência.
Ora, auscultemos como disse um professor, inclusive de matemática, aos alunos preguiçosos do velho Liceu Maranhense — consultem os alfarrábios. No caso os nossos antigos hermeneutas, Sócrates, Platão e Aristóteles, inclusive seus antecessores, os ditos pré-socráticos. Eles não tinham ideia desse livro chamado Bíblia, só publicado pelos idos 1450 de nossa era. Nossos primeiros filósofos sequer adivinhavam a existência desse precioso livro, de vez que o mundo tinha adentrado uma nova era, o surgimento daquele que criaria o Cristianismo, Jesus Cristo.
Sócrates proclamava a ética, advertia as pessoas de sua necessidade para melhorar o mundo. Platão, seu aluno, elucubrou sobre o mundo das ideias, os seres humanos internados na escuridão das cavernas da ignorância. Seu discípulo Aristóteles atentava para o raciocínio, a realidade do mundo. Antes deles, os pré-socráticos atentavam para os movimentos primordiais, o tempo, o fogo — chamados os filósofos da phisis, Tales de Mileto, Anaximandro, Anaximenes, Heráclito, Pitágoras, Xenofanes, Parmênides e Zenão. Protágoras, sofista, ousou dizer “O homem é a medida de todas as coisas¨, preconizado o materialismo dialético.
Num mundo cada vez mais atípico, sob a ilusão de modernidade absoluta, onde vicejam a violência e o desamor, a cultura literalmente desprezada, essa informação sobre a Bíblia é de suma importância, também para a melhoria do mundo, de seus habitantes. A Bíblia constitui a nossa esperança, de melhoria do mundo, como o é a Fé, para a espiritualidade.
Urge que nos conscientizemos que o verdadeiros sentido da vida não consiste no viver-por-viver sartriano.
Apesar de toda a estupefaciência do Cosmo — nós, o cisco pensante de Pascoal — talvez por isso sejamos atípicos entre os seres galácticos. Agora, mais do que nunca, não por um erudito ou filósofo da modernidade, mas, por incrível que pareça, um norte-coriano, supostamente não cristão, mas maometano, quem afirma ser a Bíblia o livro mais inteligente do mundo.
Vem à baila, mais uma vez, as palavras de Santa Tereza de Lisieux: “A alma que se eleva, eleva o mundo”.
A Bíblia não é só o livro mais inteligente — mas o meio mais eficiente para nos aproximar de Deus.
Bsb, 29.o8.25
sexta-feira, 29 de agosto de 2025
O LIVRO MAIS
INTELIGENTE
Atentem para o quão
interessante — o sul coreano YOUNG HOON KIM com 276 pontos do Livro de
Recordes, declarou recentemente em entrevista que deve seu desenvolvimento intelectual à Biblia, onde estudou lógica,
linguagem e ciência.
Declarou ele “A Bíblia contem fundamentos da razão e da
existência” e mais “A Bíblia é a
chave a Inteligência.”
Nem os atuais
teólogos, católicos e protestantes — como Billy Graham, por exemplo, que
publicou um livro com 366 meditações diárias, citando versículos da Bíblia,
espécie de caixeiro viajante, descobriu isto, que a Blíblia é o livro mais
inteligente do mundo.
Aliás, nem os
grandes teólogos, cientistas, materialistas ou religiosos — Sto Agostinho, São
Tomás de Aquino, Boécio, Raimundo Lúlio e todos os Papas, tiveram essa ideia
brilhante de que o livro mais inteligente seria a Bíblia. Foi preciso um
norte-coreano, do outro lado do mundo, para fazer esta confissão, até agora
inédita, a Bíblia é o sumo da inteligência.
Ora,
auscultemos como disse um professor, inclusive de matemática, aos alunos
preguiçosos do velho Liceu Maranhense — consultem
os alfarrábios. No caso os nossos antigos hermeneutas, Sócrates, Platão e
Aristóteles, inclusive seus antecessores, os ditos pré-socráticos. Eles não tinham
ideia desse livro chamado Bíblia, só publicado pelos idos 1450 de nossa era.
Nossos primeiros filósofos sequer adivinhavam a existência desse precioso
livro, de vez que o mundo tinha adentrado uma nova era, o surgimento daquele
que criaria o Cristianismo, Jesus Cristo.
Sócrates
proclamava a ética, advertia as pessoas de sua necessidade para melhorar o
mundo. Platão, seu aluno, elucubrou sobre o mundo das ideias, os seres humanos
internados na escuridão das cavernas da ignorância. Seu discípulo Aristóteles
atentava para o raciocínio, a realidade do mundo. Antes deles, os pré-socráticos atentavam para os movimentos
primordiais, o tempo, o fogo — chamados os filósofos
da phisis, Tales de Mileto, Anaximandro, Anaximenes, Heráclito, Pitágoras,
Xenofanes, Parmênides e Zenão. Protágoras, sofista, ousou dizer “O homem é a medida de todas as coisas¨, preconizado
o materialismo dialético.
Num mundo cada
vez mais atípico, sob a ilusão de modernidade absoluta, onde vicejam a
violência e o desamor, a cultura literalmente desprezada, essa informação sobre
a Bíblia é de suma importância, também para a melhoria do mundo, de seus
habitantes. A Bíblia constitui a nossa esperança, de melhoria do mundo, como o
é a Fé, para a espiritualidade.
Urge que nos
conscientizemos que o verdadeiros sentido da vida não consiste no
viver-por-viver sartriano.
Apesar de toda
a estupefaciência do Cosmo — nós, o cisco pensante de Pascoal — talvez por isso
sejamos atípicos entre os seres galácticos. Agora, mais do que nunca, não por
um erudito ou filósofo da modernidade, mas, por incrível que pareça, um norte-coriano, supostamente não cristão,
mas maometano, quem afirma ser a Bíblia o livro mais inteligente do mundo.
Vem à baila,
mais uma vez, as palavras de Santa Tereza de Lisieux: “A alma que se eleva, eleva o mundo”.
A Bíblia não é
só o livro mais inteligente — mas o meio mais eficiente para nos aproximar de
Deus.
Bsb, 29.o8.25
domingo, 10 de agosto de 2025
UM SALTO NO ESCURO
Murilo Moreira Veras
Sören Kiekergaad
(1833-55), suposto filósofo dinamarquês, certa feita, escreveu: “A fé é um salto no escuro”. Aliás, essa
frase tem viralizado entre gregos e troianos, filósofos e escritores.
Não, senhor Kiekergaard — a fé jamais será um
salto no escuro. Se assim o fosse toda a liturgia cristã e apologética cairia
de água abaixo, posto que contrária até mesmo aos Evangelhos e, principalmente
aos ensinamentos do Mestre Jesus, quando
afirma:
“Eu sou
o caminho, a verdade e a vida.”
Equivoca-se, pois, Kiekergaard quando faz tal
afirmação, que de certo modo desmoraliza os ensinamentos crísticos. Faz das
palavras de Jesus uma mentira — como se a Fé cristã não fosse a maior
expressão, até mesmo sinalizando a mística da fidelidade da criatura para com
seu Criador. Ademais, não faz sentido, desmistificar a fiança que depositamos
no Salvador.
Na dogmática cristã, a fé é o maior sinal de
que acreditamos no Senhor, Criador do universo e nele depositamos nossa
confiança nos seus Mandamentos. Dir-se-á “A fé é o nosso mandato de esperança
absoluta ao Senhor”. É a fé que nos salva, não a subserviência, a mera
aceitação de que o aceitamos. Como torná-la uma mera intervenção vazia, sem
esperança?
Veja-se, em resumo, o que nos diz o
Vocabulário de Notas da Bíblia do Peregrino sobre a Fé:
a)
crê
em Deus e nas palavras do Mestre Jesus;
b)
acreditar
que Jesus é o Salvador (Mt 9:2);
c)
é
a decisão e por ela é que se obtém a justiça (Rom 10:14-17);
d)
justifica-se
nas obras, produzindo vida e vida em abundância
(Jo 20-31);
e)
equivale
a esperança (Hb 11)
Como um crente em Deus
pode exercer sua fé dando um salto no
escuro, com morte certa? Saltar de uma montanha e esperar que o acaso o
salve da morte?
Convenhamos, é um
total absurdo. Esse senhor, que se diz cristão, criou um aforismo totalmente
acéfalo, do ponto de vista da fé cristã. Ora, é justamente o contrário — a Fé é
um salto, sim, não dado no escuro, mas para a Luz. É um salto de uma pessoa,
como sua adesão à Verdade, transformação de consciência, mudança de vida,
convicção de que a vida tem um sentido, o sentido da eternidade, ou seja, de
que não vivemos por viver, segundo o chavão sartriano.
Na verdade, o que ele
quis talvez dizer com o salto no escuro, é que a fé é uma espécie de adesão ao
vazio, isto é, o que para ele vale mesmo é sua existência, o tal salto não
passa de um disfarce, uma adesão ao materialismo, não propriamente o dialético,
mas o existencial. Por isso Kiekergaard
é considerado o Pai do existencialismo.
Mesmo se dizendo
cristão, ele abraça, ou cria esse chamado existencialismo o qual, mais tarde
foi deturpado por Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Albert Camus,
Heidegger, Marleaux-Ponti, e Karl
Jasper, cada qual com suas divergência de pensamentos.
Sartre é considerado a expressão do
existencialismo ateu, mediante seu ativismo social e político, influindo muitas
pessoas com seu ditame — A existência precede a essência. Isto é,
para ele a pessoa é livre para fazer o que quiser. Em seguida se contradiz
afirmando, embora tenha liberdade absoluta, o ser humano é condenado a ser livre.
Heidegger (1889-1976), que a literatura
filosófica considera ter criado o termo existencialismo,
apresenta a problemática do Ser com o
livro O Ser e o Tempo. Enquanto Karl
Jasper (1883-1969) e Gabriel Marcel (1889-1973) atenuavam o materialismo
sartriano com seu existencialismo cristão
— o que não muda muita coisa, pois somos seres criados por Deus, não da
natureza, segundo a cartilha materialista. Qualquer nomenclatura adotada,
cai-se sempre no vilão do agnosticismo, que não se coaduna com a Fé Cristã. E o
que é pior, os reflexos dessa espécie de filosofia vão produzir outras
anomalias, como o desconstrutivismo
de Jacques Derrida, o estruturalismo de Julia Kristeva e Roland Barthes, até a
frenética ideologia de Michel Foucault, o mais histriônicos dos filósofos da
modernidade. Defraudam-se assim os pilares essenciais da filosofia — que é o
estudo da Sabedoria em si, não os ideais apopléticos de certos aventureiros.
Em concluindo, assim como essa teoria do salto
no escuro da fé do sr. Kiekergaard, outras têm proliferado e contaminado a
filosofia de nosso tempo — todas contribuindo para a encruzilhada em que se
encontra hoje o ser humano, em lucubrações vãs. Isto, sim, é um salto no
escuro, como se estivesse à beira de um abismo.
Vêm-nos à mente aquelas palavras de
Shakespeare, na peça Hamlet, em que o personagem principal diz a Horácio:
“Há mais
coisa entre o céu e a terra do que pensa tua filosofia.”
Bsb,
10.08.25
segunda-feira, 21 de julho de 2025
A
MELHOR PARTE
Murilo Moreira Veras
Marta,
o Rabi está em nossa terra, diz Maria.
Verdade, diz irmã, sempre voltada para seus
afazeres em casa.
As duas, Marta e Maria são duas órfãs em Jerusalém,
os pais falecidos.
São diferentes as duas, mas ajustadas a tudo
que fazem. Elas cuidam da casa. Seus
irmãos são pescadores, mas na verdade são armadores e empregam os pescadores
para revenderem o produto da pesca.
O que achas de convidarmos o Rabi para uma
refeição — pergunta Maria à irmã.
Acho bom, a outra responde. Seria uma honra
ter o Rabi em nossa casa. Vamos mandar o convite pelo nosso criado Jofran — diz
a irmã animada.
Marta logo se prepara receber o Rabi com uma
boa refeição. Já Maria corre a ler os alfarrábios judaicos, para manter
conversação com ele.
Ora, Marta só pens em honrar o Mestre com boa
comida, sabe que viaja muito, de certo precisa se alimentar bem.
O Rabi que conhecia os irmãos de Marta e Maria
aceita o convite.
Logo chega à casa onde moram as duas, num
bairro nobre da velha Jerusalém.
Ele vem só, consegue se desvencilhar da
multidão que sempre o acompanha. Seus discípulos tomarão conta dos seguidores.
Darão desculpas.
Sede bem
vindo, Mestre, diz logo Maria o recebendo à porta, fazendo sentar-se no melhor
lugar da casa, com almofadas, servindo-o com refresco de frutas, tâmaras e mel.
O Rabi a tudo responde com sorriso benevolente.
Maria está felicíssima, assentando-se aos pés
dele, tira-lhe as sandálias dos pés com ternura.
O Mestre se encanta com os gestos de Maria.
Já Marta na cozinha também se alegra com a
presença luminosa do Mestre.
Então o Rabi, ao vê-las com seus gestos
diferentes diz — Marta. Marta, por que te preocupas tanto com os deveres, os
ofícios da casa! Pois tua irmã Maria tem a melhor parte. Nos afazeres, um pouco
distante do Mestre, Marta sente as lágrimas correrem do rosto, mas o coração
está prenhe de alegria.
Maria, lavando os pés do Mestre, tem também o
coração em júbilo, enquanto sua alma
recebe, como ósculos de fé, as
palavras que ele agora está dizendo.
É por isso que Marta e Maria se tornaram
santas — as duas serviram o Mestre Jesus.
Bsb,21,07.25
Com o
presente conto, o autor traz a lume uma das estâncias mais interessantes
constantes dos Evangelhos, colhidas em Lucas 10: 32-42.




