sexta-feira, 25 de setembro de 2026


 

              ESTE NOSSO MUNDO POSSÍVEL

 

 

 

A primeira impressão é de que nosso mundo  corrente se desenrola tranquilo em função de seu desiderato civilizatório. Menos verdade, o mundo se encontra em desempenho desenfreado do ser humano, os adventos extraordinários a se desencadearem através dos artífices da tecnologia, as invenções miraculosas se tornam realidades.

Enquanto isso, restamos inermes à espera de que a tecnologia nos surpreenda com seus artefatos, suas acrobacias inimagináveis. Por que não nos preparar para compreender e conviver com todos esses artefatos tecnológicos?  Ora, acredito ter sido esse o objetivo da nova encíclica  publicada pelo  Papa Leão XIV – o inaudito desiderato de rever e, de alguma forma criticar, a situação em que se acha o mundo, a evolução que vem se tornando através dos artefatos tecnológicos, principalmente a denominada IA – Inteligência Artificial.

Nesse espaço apenas lítero-cultural nos dispensamos de discutir os detalhes de todas essas invenções tecnológicas — somos absolutamente leigos nesses artefatos, mal ousamos conviver com eles.

O  que nos apavora é como não aquilatamos ainda as consequências de todas essas mágicas tecnológicas, os avanços da ciência, a corrida em favor da absurdidade, não só da tecnologia, mas a favor do desenvolvimento social, político e até mesmo surgindo no seio das religiões, sobretudo a Igreja Católica — daí ter nascido, acredito, a ideia do Papa trazer a lume suas preocupações, tendo em vista advertir seus prosélitos, proteger seu rebanho, como o fez o Mestre dos Mestres.

Nessa espécie de superiluminismo que a humanidade vem presenciando e que temos de acolhê-lo e,  o que é mais estranho é saber operá-los, conviver com todas seus protocolos mágicos, sob pena de sermos ultrapassados.

Ora. de todo esse apanágio, essa correria desenfreada do mundo,  o de que precisamos, seria no mínimo, nos acautelar, nos prevenir inclusive  quanto ao futuro da humanidade sob o limiar das profecias  evangélicas e apocalípticas, de que tudo poderá ocorrer da noite para dia — por isso é que vivemos num mundo apenas possível.

 Bsb, 25.09.26

 

 

 

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