ESTE NOSSO MUNDO POSSÍVEL
A
primeira impressão é de que nosso mundo
corrente se desenrola tranquilo em função de seu desiderato
civilizatório. Menos verdade, o mundo se encontra em desempenho desenfreado do
ser humano, os adventos extraordinários a se desencadearem através dos
artífices da tecnologia, as invenções miraculosas se tornam realidades.
Enquanto
isso, restamos inermes à espera de que a tecnologia nos surpreenda com seus artefatos,
suas acrobacias inimagináveis. Por que não nos preparar para compreender e
conviver com todos esses artefatos tecnológicos? Ora, acredito ter sido esse o objetivo da nova
encíclica publicada pelo Papa Leão XIV – o inaudito desiderato de
rever e, de alguma forma criticar, a situação em que se acha o mundo, a
evolução que vem se tornando através dos artefatos tecnológicos, principalmente
a denominada IA – Inteligência Artificial.
Nesse
espaço apenas lítero-cultural nos dispensamos de discutir os detalhes de todas
essas invenções tecnológicas — somos absolutamente leigos nesses artefatos, mal
ousamos conviver com eles.
O que nos apavora é como não aquilatamos ainda as
consequências de todas essas mágicas tecnológicas, os avanços da ciência, a
corrida em favor da absurdidade, não só da tecnologia, mas a favor do
desenvolvimento social, político e até mesmo surgindo no seio das religiões,
sobretudo a Igreja Católica — daí ter nascido, acredito, a ideia do Papa trazer
a lume suas preocupações, tendo em vista advertir seus prosélitos, proteger seu
rebanho, como o fez o Mestre dos Mestres.
Nessa
espécie de superiluminismo que a
humanidade vem presenciando e que temos de acolhê-lo e, o que é mais estranho é saber operá-los, conviver
com todas seus protocolos mágicos, sob pena de sermos ultrapassados.
Ora.
de todo esse apanágio, essa correria desenfreada do mundo, o de que precisamos, seria no mínimo, nos acautelar,
nos prevenir inclusive quanto ao futuro
da humanidade sob o limiar das profecias evangélicas e apocalípticas, de que tudo poderá
ocorrer da noite para dia — por isso é que vivemos num mundo apenas possível.
Bsb, 25.09.26

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