segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

                      O  QUE  É  O  NATAL

                                                             Murilo Moreira Veras

 


O que é o Natal
é o que vos digo
— é o olhar da esperança e
na Esperança do olhar.
É o olhar o Mundo sob o olhar
            de um Menino
que transformou o Mundo
e, incrível, resgatou o pecado
             das criaturas.
O Natal é aquela Estrela brilhante
que nos apaga as asperezas
             da Vida
e nos transmite a certeza
de que não estamos sós,
esquecidos nos espaços
             siderais.
O Natal creiamos todos é a luz
             de todas as luzes
no olhar crístico do Menino
             Jesus
Enquanto nos braços de Maria
             a Mãe
que também nos conforta
trespassando  o Tempo
             e o Espaço
em sendo Ela eternamente
             a Mãe de Jesus
             a Mãe do Mundo
             a Mãe do Senhor.
Ave luz,
Ave Maria-Mãe
Ave o Menino Jesus
— mais tarde Ele
nos redimirá na Cruz.
Salve, Salve o Natal
— a vinda ao mundo
do Menino Jesus!  

                                   Bsb, 5.12.25

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

                                       UMA APOLOGIA CRÍSTICA

 

 


Vejamos. Nós devemos concorrer para um mundo possível. O tão aclamado Mundo Melhor não nos parece mais viável.

Ora, na verdade esse tal Mundo Melhor é uma falácia. Nunca teremos um mundo melhor. Logo na criação o ser humano desobedeceu ao seu Criado. E Deus então o manteve fora do Paraíso, por causa de sua desobediência.

Mas o Criador nem por isso o amaldiçoou, embora o tenha expulso do Paraíso, junto com Eva, sua companheira — o fez oferecendo-lhes a oportunidade de escolher a Verdade, isto se chama o livre arbítrio, isto é, a possibilidade de o ser humano escolher entre o Bem e o Mal. Ora, o livre arbítrio não significa que o ser humano deva escolher sempre o Mal, por sua espontânea vontade. O livre arbítrio na realidade sinaliza que o ser humano sempre deva seguir o caminho certo, que seria escolher o bem, como uma bússola previamente estabilizada para isto. Foi por isso que o Criador o colocou no mundo, para praticar o bem, não o mal.

Entretanto, o ser humano preferiu escolher o Mal, contrariando os Mandamentos do Criador. Por isto, o ser humano tem essa tendência para o Mal, desviar-se do caminho do bem e consequentemente vir a  praticar a injustiça, não a Ética e a Moral.

Dá-se então esse desvio da humanidade, que parece tender para o mal, o ser humano esquecendo que a Vida há de ser vivida para o Bem, a favor da Verdade.

Essa busca que as pessoas têm para o tal Mundo Melhor  não deixa de ser um engodo, aliás bem ao gosto da tal mundialização da humanidade, o que,  na verdade não passa de uma filosofia em benefício da ideologia ditada pelo comunismo universal, inclusive seguindo os preceitos fabulosos, mas perigosos, da Maçonaria, cujo objetivo sempre foi o amordaçamento da humanidade, supostamente a favor da liberdade e fraternidade entre os povos, contanto que prevaleçam os seus próprios, os interesses de um grupo, uma espécie de casta poderosíssima,  extremamente poderosa que de há muito vem dominando o mundo,  a humanidade.

O Mundo Melhor, convenhamos, não passa de um disfarce de massificação do mundo.

Certo está Leibniz ao preconizar que nunca obteríamos o tal mundo melhor, dada essa natureza do ser humano de inclinar-se para o Mal. Então, em substituição a essa espécie de utopia ele preconizou o que ele designou de o Mundo Possível, ou seja, aquele alcançável dentre todas as imperfeições da matéria, de que o ser humano se imbuiu, não por conta do livre arbítrio em si, mas por incursões da matéria, que, na realidade, não é boa nem má, mas simplesmente existente.

Ocorre que nós, seres humanos, não somos só matéria, somos também espírito, esse singular estro que vibra dentro do ser que poderíamos cognominar O Ser em Si Sendo.

É nessa conjunção apodítica que o ser humano deve conceber-se como ser capaz de realizar-se, envolto na esperança de viabilizar-se através da Fé, a fim de tornar-se um ser realmente crístico, isto é, verdadeiramente seguidor de Cristo neste mundo, controverso, e, porque não dizer desumanizado, por ter se afastado do caminho da Redenção criado por Jesus, o Mandatário Divino.                                                                              É nessa perspectiva, altamente simbolizante, que devemos buscar o mundo, que devemos dele fruir, de cujos benefícios ousamos fruir para sermos cristãos — aquele cristão possível, diante  de todas as nossas fraquezas materiais e espirituais.

Se assim nos portarmos, outra coisa não fazemos, nós seres humanos, senão buscarmos aquele lugar do qual tanto nos falou o Mestre:

Na casa de meu Pai, há muitas moradas...

Aliás, esse é o nosso Mundo Possível — qualquer outro nos é simplesmente impossível.

                                              Bsb, 4.12.25  

 

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

                                                        MARIA  MÃE  DE  DEUS

 




Vejam só a que ponto chegamos — querem destronar Maria Santíssima!

Não há negar o catolicismo está em baixa — enquanto os protestantes estão rindo à ilharga!

Os adventistas, seita judaica atualizada, prega sua heresia mais do que nunca agora: O papa é a besta do Apocalipse. É o que sentenciava a guru do avdeventismo Ellen G. White.

Pois é — querem afastar a Mãe de Deus do Plano Salvítico!

Mas não foi Maria que deu a luz, por interveniência divina, ao Menino Jesus — como está escrito no Evangelho (Lucas 2:7)?

Não foi Maria quem criou e amamentou o Menino Jesus e não foi ela quem nas Bodas de Caná pediu que Ele, já aos 33 anos, transformasse a água em vinho, o primeiro milagre feito? (João 2:1-11)?

Como Maria pode ser afastada do Plano da Salvação, se Jesus nasceu e cresceu como seu filho, portanto de sua carne, embora sob os auspícios divinos?

Pois é agora o que está acontecendo — o Papa Leão XIV se dignou de destronar Maria do Plano da Salvação, através de um documento mais ou menos desconcertante a todos os fiéis — documento este redigido por um cardeal chamado Tutti Fernandes, por sinal totalmente desconhecido, argentino, amigo do Papa Francisco, de saudosa memória.

Observe-se o desconforto, trazido à luz de todos nós fieis sobre Nossa Senhora. O documento traz o título Mater Populi Fidelis, provindo do Dicastério para a Doutrina da Fé com o seguinte preceito — não devemos mais usar corredentora como título da Virgem Maria. A tal Carta Doutrinal vem assinada pelo Papa Leão XIV e é oriunda do Dicastério da Doutrina da Fé  sob a Memória Litúrgica de São Carlos Barromeu.

Não ousamos discutir as ínclitas justificativas erigidas pelo documento, posto que acautelatórias das funções inerentes ao Papa como chefe supremo da Igreja — mas penso que cabe a nós fiéis, o definido Povo de Deus, no mínimo,  repensarmos sobre esse ato, como Povo de Deus.

O que nos causa espécie é o citado documento, repleto de citações e outros referenciais, como que a pedir perdão a Maria pelo texto controverso, termina com o Papa dizendo:

Mãe do Povo, orai por nós

Seria por acaso pedindo desculpas pelo que disse sobre Nossa Senhora?

O documento está repleto de citações e referências como que para justificar o injustificável — vindas do Papa Leão XIV, aquele pontífice que prometeu tanta esperança  ao povo católico, após o estranho papado do Papa Francisco. Mas esqueceu de citar Santo Afonso Ligório (1696-1787), doutor da Igreja, escritor prolífico, músico e fundador da Congregação do Redentor, os Redentoristas, com mais de 120 obras sobre a espiritualidade e a moral, capaz de mudar a devoção popular. Seus livros decantam a Glória de Maria e A Prática do Amor a Jesus Cristo, tendo sido padroeiro dos confessores e moralistas, com profunda devoção mariana. Faleceu aos 90 anos. Durante seu episcopado escreveu sermões, livros e artigos para encorajar a devoção ao Santíssimo Sacramento e à Virgem Maria. O Papa Pio XII declarou-o Santo Padroeiro dos confessores e moralistas, tendo escrito a encíclica HAURIETIS AQUAS, inspiradas em Isaias 12:3, uma referência a Jesus como fonte de salvação e das graças sobrenaturais ao culto da Sagrado Coração de Jesus.

Atente-se que o Papa Pio XII foi o único Papa do século XX a exercer o Magistério da Infalibilidade papal, tendo ele, inclusive, definido o dogma da Assunção de Maria em 1950, em sua encíclica Munificientissimus Deus.

O Papa Pio XII usou de sua infalibilidade para reconhecer Nossa Senhora assunta aos céus — com que aprovou o status de Maria, como o fez Santo Afonso Ligório como corredentora na Salvação!

Não nos iludamos — não será por isso e outros deslizes cometidos por certos representantes da Igreja que Nossa Senhora tem aparecido chorando em várias ocasiões?

                                                                   Bsb, 13.11.25