sexta-feira, 22 de maio de 2026


                    DEVORADORES     DE      ESTRELAS

— UMA PARÓDIA DO FIM DA TERRA

 

 


A Ficção Científica tem sido um dos canais mais modernos de provocação do fim dos tempos. Literatura e filmes, desde épocas mais remotas têm feito uso desse simulacro, seja em entretenimento folhetinesco até, hoje, na cinematografia.

De uma forma ou de outra os autores, antigos e modernos, têm explorado continuamente esse veio lítero-científico. A lista é grande e desde  nossa época que somos leitores e admiradores do assunto,  a partir  da famosa coleção Terramarear, do  Tesouro da Juventude  e dos primeiros gibis — ai pelos anos de 1940.

Retrocedamos m pouco sobre a chamada Ficção Científica  que vem de longas datas — autores como Edgard Rice Bourrougs, o criador do famoso Tarzan e depois de FC, H.G.Wells, Julio Verne, sem nos esquecermos de outros que os sequenciaram, Phillip K. Dick, Ray Bradbury, Aldous Huxley, Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. Sem nos esquecermos de Alex Raymond com sua fantástico personagem Flash Gordon e suas peripécias no planeta Mongo.

O cinema tem explorado continuamente esse veio, porque não dizer, riquíssimo, sempre com base em novelas e romances. Lembremo-nos de alguns mais recentes, a partir de Odisseia no Espaço, de Clarke (1968), Allien, o 8º Passageiro (1979), Blade Runner (2017), Interestellar (2014) e Duna (2021).

Eis que agora a cinematografia fantástica nos apresenta esse espantoso Devoradores de Estrela, a partir do escritor ficcionista  engenheiro de software Andy Weir.

O filme baseou-se no livro de Andy Weir, um calhamaço de 422 páginas, haja tempo e muito fôlego para lê-lo — sem falar que o autor parece querer nos instruir sobre todas as práticas da física relativista, aerodinâmica e nós, coitados, temos de engolir tudo isso.

Passemos ao filme e deixemos para trás o imbróglio super científico  de Andy Weir, com sua  enxurrada de tecnologia sobre astrofísica, viagens espaciais e que tais.

O filme é estrelado por Ryan Gosling (o mesmo ator de La La Land (2016), representando Rayland Graças, um simples professor de ensino médio, que se vê envolvido num estrambótico Projeto Hail Mary, cujo objetivo era salvar a Terra, em iminente perigo devido o apagamento do Sol em pouco tempo. O Sol está sendo atacado por vírus mortais chamados astrofágicas e por isto será apagado dentro de pouco tempo. Esses astrofágicos estão devorando todas as estrelas e seu primeiro alvo é o nosso Sol. O projeto tem o objetivo de salvar o Sol e, portanto, toda a humanidade — tudo isto em pouco tempo. Ocorre que a salvação do mundo está na mão do professor e ele já se encontra numa nave espacial, lançada e já se encontra no espaço sideral a milhões de quilômetros da Terra.

A película narra toda essa estória espetacular, com  as possíveis e inimagináveis proezas a ocorrerem no espaço, nosso professor às voltas com as  mais obtusas ocorrências, ele sempre solitário e o que é mais espantoso, um simples professor lidando com problemas técnicos de astrofísica e os mais avançados artefatos científicos. Então ele acaba descobrindo o que são e com

o se desenvolvem  os tais astrofágicos, os devoradores de estrelas. E pasmem, lá no espaço sideral ele, na sua nave, se encontra com outra nave, inclusive com um ser de outra galáxia, que ele apelida de Rocky — um ser esquisito, tipo um caranguejo, sem olho, boca e que fala mediante sons, algo estapafúrdio. Os dois se tornam bons amigos, inclusive porque ambos têm o mesmo objetivo: salvar seus planetas de origem.

O filme se arrasta assim em horas, o professor às voltas com toda essa tecnologia, agora dialogando com um caranguejo se dando muito bem, o tal Rocky, o qual já consegue produzir a quantidade de astrofágicos necessários  salvar a Terra e seu planeta Eridan.

Para mais confundir o pobre do assistente, a narrativa não é corrida, entrecorta-se de cenas de passado e presente, ora no espaço, ora em terra, com cortes que ensejam fatos já ocorridos na nossa história espacial. Haja compreensão em ousar conseguir esse verdadeiro painel de atos e fatos.

De nossa parte, o filme nos parece confuso, não obstante interessante com todo esse apanágio de tecnologia. Além de estremamente longo e extasiante. Prestigie-se atuação do ator Ryan Gosling — ele que teve uma atuação fantástica no admirável musical La La Land

Sob tais aspectos, sem deixar de admirar toda a pirotecnia da direção do filme, creio que não se iguala com outros espetáculos como Duna, Odisséia no Espaço e alguns outros mais.

 

                                                                   Bsb, 22.05.26

 

 

 

 

 

 

 

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