DEVORADORES DE ESTRELAS
— UMA PARÓDIA DO FIM DA TERRA
A Ficção Científica tem sido um dos canais mais modernos de provocação
do fim dos tempos. Literatura e filmes, desde épocas mais remotas têm feito uso
desse simulacro, seja em entretenimento folhetinesco até, hoje, na
cinematografia.
De
uma forma ou de outra os autores, antigos e modernos, têm explorado
continuamente esse veio lítero-científico. A lista é grande e desde nossa época que somos leitores e admiradores
do assunto, a partir da famosa coleção Terramarear, do Tesouro da Juventude e dos primeiros gibis — ai pelos anos de 1940.
Retrocedamos
m pouco sobre a chamada Ficção Científica
que vem de longas datas — autores como Edgard Rice Bourrougs, o criador do famoso Tarzan e depois de FC, H.G.Wells,
Julio Verne, sem nos esquecermos de outros que os sequenciaram, Phillip K. Dick, Ray Bradbury, Aldous
Huxley, Isaac Asimov e Arthur C. Clarke.
Sem nos esquecermos de Alex Raymond com sua fantástico personagem Flash
Gordon e suas peripécias no planeta Mongo.
O
cinema tem explorado continuamente esse veio, porque não dizer, riquíssimo,
sempre com base em novelas e romances. Lembremo-nos de alguns mais recentes, a
partir de Odisseia no Espaço, de
Clarke (1968), Allien, o 8º Passageiro
(1979), Blade Runner (2017), Interestellar (2014) e Duna (2021).
Eis
que agora a cinematografia fantástica nos apresenta esse espantoso Devoradores de Estrela, a partir do escritor
ficcionista engenheiro de software Andy Weir.
O
filme baseou-se no livro de Andy Weir,
um calhamaço de 422 páginas, haja tempo e muito fôlego para lê-lo — sem falar
que o autor parece querer nos instruir sobre todas as práticas da física
relativista, aerodinâmica e nós, coitados, temos de engolir tudo isso.
Passemos
ao filme e deixemos para trás o imbróglio super científico de Andy Weir, com sua enxurrada de tecnologia sobre astrofísica,
viagens espaciais e que tais.
O
filme é estrelado por Ryan Gosling (o mesmo ator de La La Land (2016), representando Rayland Graças, um simples professor
de ensino médio, que se vê envolvido num estrambótico Projeto Hail Mary, cujo objetivo era salvar a Terra, em iminente
perigo devido o apagamento do Sol em pouco tempo. O Sol está sendo atacado por
vírus mortais chamados astrofágicas e
por isto será apagado dentro de pouco tempo. Esses astrofágicos estão devorando
todas as estrelas e seu primeiro alvo é o nosso Sol. O projeto tem o objetivo de
salvar o Sol e, portanto, toda a humanidade — tudo isto em pouco tempo. Ocorre
que a salvação do mundo está na mão do professor e ele já se encontra numa nave
espacial, lançada e já se encontra no espaço sideral a milhões de quilômetros
da Terra.
A
película narra toda essa estória espetacular, com as possíveis e inimagináveis proezas a
ocorrerem no espaço, nosso professor às voltas com as mais obtusas ocorrências, ele sempre
solitário e o que é mais espantoso, um simples professor lidando com problemas
técnicos de astrofísica e os mais avançados artefatos científicos. Então ele
acaba descobrindo o que são e com
o se
desenvolvem os tais astrofágicos, os devoradores
de estrelas. E pasmem, lá no espaço sideral ele, na sua nave, se encontra
com outra nave, inclusive com um ser de outra galáxia, que ele apelida de Rocky
— um ser esquisito, tipo um caranguejo, sem olho, boca e que fala mediante
sons, algo estapafúrdio. Os dois se tornam bons amigos, inclusive porque ambos
têm o mesmo objetivo: salvar seus planetas de origem.
O
filme se arrasta assim em horas, o professor às voltas com toda essa
tecnologia, agora dialogando com um caranguejo se dando muito bem, o tal Rocky,
o qual já consegue produzir a quantidade
de astrofágicos necessários salvar a
Terra e seu planeta Eridan.
Para
mais confundir o pobre do assistente, a narrativa não é corrida, entrecorta-se
de cenas de passado e presente, ora no espaço, ora em terra, com cortes que
ensejam fatos já ocorridos na nossa história espacial. Haja compreensão em
ousar conseguir esse verdadeiro painel de atos e fatos.
De
nossa parte, o filme nos parece confuso, não obstante interessante com todo
esse apanágio de tecnologia. Além de estremamente longo e extasiante.
Prestigie-se atuação do ator Ryan Gosling — ele que teve uma atuação fantástica
no admirável musical La La Land
Sob
tais aspectos, sem deixar de admirar toda a pirotecnia da direção do filme,
creio que não se iguala com outros espetáculos como Duna, Odisséia no Espaço e alguns outros mais.
Bsb, 22.05.26
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