segunda-feira, 18 de maio de 2026


                                           O HOMO NON-SAPIENS

 

 

 

E se dissermos que agora o Homo-Sapiens acaba de mudar de categoria para a de Non-Sapiens?

Ora, acontece que não estamos muito longe disso — haja vista a absurdidade por que passa o nosso velho, mas idílico Homo-Sapiens. Não nos referimos às estrepolias políticas a quais vimos já assistindo, espécie de geopolítica desgovernada das nações, à guisa de melhoria do mundo internacional.

Referimo-nos a outro lado  da questão, ao chamado desenvolvimento da ciência e tecnologia de ponta, hoje na ordem do dia. Não bastasse os  estapafúrdios feitos da hoje despótica IA — eis que as empresas de grande porte vêm construindo cada vez mais módulos de robôs de última geração dessas geringonças. São robôs dotados de inteligência artificial, por incrível que pareça não mais da espécie masculina, mas, sim, feminina. Ou seja, são do tipo feminino, por sinal, espécimes  belíssimas e semi-humanas. E o que é mais incrível, dispostas ao exercício da sexualidade.

Agora o sujeito pode ter uma mulher robô, quase perfeita, para seu consumo sexual. Acabou-se portanto o casamento, a família, os filhos. Nasce assim uma novíssima ciência — a antropologia robótica, a apologia à automação,  a mulher-máquina, capaz de exercer o sexo. Acaba-se, assim, o humanismo trocado pela artificialidade, a engenharia genética artificial.

As consequências são desastrosas, para dizer o mínimo — a desumanização total do ser humano, enquanto faz prevalecer um novo ser,  totalmente maquínico.

Surge assim uma nova humanidade, constituída de máquinas, a civilização da máquina. O mundo não será mais o mesmo, o mundo pertencerá ao mundo do irreal,  à categoria do artificialismo patológico.

Em outras palavras, acabamos de adentrar o mundo da convulsão apocalíptica.

                                                                                                                Bsb, 19.05.26

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