O HOMO NON-SAPIENS
E se dissermos que agora o Homo-Sapiens
acaba de mudar de categoria para a de Non-Sapiens?
Ora,
acontece que não estamos muito longe disso — haja vista a absurdidade por que
passa o nosso velho, mas idílico Homo-Sapiens.
Não nos referimos às estrepolias políticas a quais vimos já assistindo, espécie
de geopolítica desgovernada das nações, à guisa de melhoria do mundo
internacional.
Referimo-nos
a outro lado da questão, ao chamado
desenvolvimento da ciência e tecnologia de ponta, hoje na ordem do dia. Não
bastasse os estapafúrdios feitos da hoje
despótica IA — eis que as empresas de grande porte vêm construindo cada vez mais
módulos de robôs de última geração dessas geringonças. São robôs dotados de
inteligência artificial, por incrível que pareça não mais da espécie masculina,
mas, sim, feminina. Ou seja, são do tipo feminino, por sinal, espécimes belíssimas e semi-humanas. E o que é mais
incrível, dispostas ao exercício da sexualidade.
Agora
o sujeito pode ter uma mulher robô, quase perfeita, para seu consumo sexual.
Acabou-se portanto o casamento, a família, os filhos. Nasce assim uma novíssima
ciência — a antropologia robótica, a apologia à automação, a mulher-máquina,
capaz de exercer o sexo. Acaba-se, assim, o humanismo trocado pela
artificialidade, a engenharia genética artificial.
As
consequências são desastrosas, para dizer o mínimo — a desumanização total do
ser humano, enquanto faz prevalecer um novo ser, totalmente maquínico.
Surge
assim uma nova humanidade, constituída de máquinas, a civilização da máquina. O
mundo não será mais o mesmo, o mundo pertencerá ao mundo do irreal, à categoria do artificialismo patológico.
Em
outras palavras, acabamos de adentrar o mundo da convulsão apocalíptica.
Bsb, 19.05.26

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