segunda-feira, 25 de maio de 2026


                                          O UNIVERSO TEM MUITAS MORADAS

 

 

 

Sob a influência do livro Devoradores das Estrelas e  do filme respectivo que vem fazendo grande sucesso no cinema esses dias, vem-nos à baila um antigo livro de autoria do astrônomo francês Camilo Flamarion, Pluralidade dos Mundos Habitados, de teor espírita.

Com a fantástica evolução da IA e também da cosmologia que vem inspirando filmes espetaculares e também livros de Sci-fi em moda hoje — o filme Devoradores de Estrelas vem batendo recordes de bilheteria nos cinemas assim como na TV.

De nossa parte, confessamos que somos fãs da ficção científica, mas  o que nos dá mais tratos à bola  — baseado nessa avalanche de livros e filmes sobre o assunto — seria saber se o Universo é ou não habitado. O livro de Flamarion explicita que sim, mas sob visão espírita.

Tirante essa visão, sobre a qual mantemos dúvida que exista, por que não podemos acreditar que todo esse fantástico Universo  seja habitado?

Sabemos que nos Evangelhos, João 14 1-3 o Mestre Jesus adverte a seus discípulos — e também a nós que os seguimos — ao ascender aos céus, “... na casa de meu Pai há muitas moradas” e que iria preparar lugares para seus seguidores.

Ora, analisando-se, que lugares seriam esses, o Mestre estaria blefando? Por que não poderia ser tais lugares onde vivem civilizações superiores,  abrigam povos mais evoluídos, espalhados por todo o Universo, talvez em estado de ascensão transcendental?

A interpretação atual e vigente, inclusive pela visão da própria super avançada ciência cosmológica, é de que esse assombroso Universo é só para ser visto e deleite de nós terrestres,  mesmo que não passemos de meros ciscos inteligentes. A nosso ver, não deixa de ser  visão absurda — um Universo para ser só apreciado, aliás, uma trilionésima parte, dada sua vastidão.

Temos a ideia de que todo esse estonteante Universo seja habitado por civilizações adiantadíssimas, talvez para além de nossa imaginação.

Quem sabe essas casas não constituiriam outro enigma criado por  Deus e decantada pelo Mestre em sua peregrinação terrena, que seriam seu Novo Reino? Não se constituiriam a  pluralidade dos mundos habitados?

Por que acreditar nessa fantasia cósmica de que o Sol está sendo devorado por esses seres chamados astrofágicos e se apagará em pouco tempo — fantasia por fantasia, muito mais coerente seria aceitarmos a existência de outras civilizações a proliferarem no universo galáctico.

Os astrônomos já arbitraram que o Sol, uma estrela anã amarela, se apagará há cerca de 4,6 bilhões de anos — por que não podemos acreditar nas palavras do Mestre, que nos admoestou em suas mensagens de amor e paz sobre suas moradas espirituais?

Aliás Shakespeare — que não era um mas vários escritores elisabetanos que escreveram  — em sua famosa peça Hamlet, através de seu personagem Horácio, disse “... há mais coisas entre o céu e a terra do que pensa tua filosofia... 

Em contrapartida, nós humílimas criaturas mortais, ciscos pensantes  como definiu Pascal — continuamos a acreditar que somos os únicos seres inteligentes no Universo, este criado apenas para nosso particular atavio.

Haja vista o que disse  Bilac, o poeta — “Ora, direis, ouvir estrelas...”

 

                                                          Bsb, 25.05.26

  

 

 

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