quarta-feira, 21 de outubro de 2026

                                        

                      O NOBEL VALE O QUE PESA?

 


 

            Reza o ditado popular e cultural “Nem tudo que reluz é Ouro”. Pois vos garanto, caro leitor, que o famoso e considerado o maior prêmio literário do mundo — o NOBEL, não é tão sério como parece. É falho e já premiou, pelo que sabemos, muitos nobelizados que não mereciam. Alcançaram o prêmio  por razões de interesse político ou conveniência, não por mérito  literário.

Haja vista a lista que mostra, a nosso ver, os vencedores que não mereciam o Nobel:

1. Sully Proudhome (1962) — primeiro poeta que recebeu o Nobe.l

2. Wnston Churchil (1953) — não era literato, mas político.

3. John Steibeck (1962) — indicado inesperadamente

4. Eyvind Johson e Harry Hartinson (1974) — incrível integravam a equipe dos formuladores do Nobel.

5. Pearl Buck — atendeu interesse internacional.

6. Bob Dylan  (2016) — era cantor, nunca um literato.

7. Peter Handke (2019) — motivos meramente políticos.

8. Mário Vargas Llosa— motivos políticos.

9. Doris Lessing — não era uma propriamente literata

10. Jean-Paul Sartre (1964) — recusou devido intercessão da Rússia, não era literato, mas filósofo.

Como se vê, por detrás dos bastidores corriam indicações influenciada por política e favoritismo.

Ora, o que é questionável não a importância do Nobel, em si,  considerando o peso de importância e o mérito mundial  que  alcançou o prêmio junto ao mundo, às classes acadêmicas. Acontece que nem todas as pessoas, de renome ou não, acreditam nos critérios adotados pelos seus administradores. A prova está nos dez premiados suscetíveis de engano ou influenciáveis suas indicações.

Observemos dois casos de escritores que receberam o Nobel, ambos literatos, seus livros vendidos como verdadeiros best-sellers. Muitos best-sellers os superam certamente, por  exemplo Stephen King, escritor americano.

Façamos uma análise rápida de pelo menos duas escritoras, premiadas pelo Nobel — uma em 2022, Annie Erneaux, francesa e a outra este ano de 2026, Anne Carson, canadense. A primeira, Erneaux, que escreveu uma tonelada de livros, todos recorrentes de sua própria vida, criticando atos e fatos ocorridos — ao tempo que discorre sobre todas suas estripulias inclusive sexuais, como se nos interessasse sua vida íntima. Seus livros intragáveis sob o aspecto literário propriamente.

A outra é a escritora canadense professora elogiada,  com vários prêmios, helenista, ensaísta, crítica de arte, tradutora e poeta — um verdadeiro gênio, Anne Carson, que acaba de emplacar o Nobel 2026. Temos um de seus livros em mãos, “Autobiografia do Vermelho”. Incrível, trata-se nada menos que de uma biografia, supostamente atual, narrando os heróis míticos  da Grécia Clássica, Hércules e Gerião. A recriação feita pela novel helenista  o faz narrando as peripécias dos dois, em pleno século vinte e um. Mas por que a atual helenista aborda essa peripécias, com dois exemplos de homossexuais  caminhando pelas ruas das cidades?

Ora, e temos que engolir  toda essa baboseira, indignados. Sua literatura, criptografia da mitologia, apoiada — sabe em quem?  Gertrude Stein, Emily Dickinson. E tudo escrito verdadeiramente, mas através dos fluxos estrambóticos da consciência.

Bsb, 21.10.26

 

 

 

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