O NOBEL VALE O QUE PESA?
Reza o ditado popular e cultural “Nem tudo que
reluz é Ouro”. Pois vos garanto, caro leitor, que o famoso e considerado o
maior prêmio literário do mundo — o NOBEL, não é tão sério como parece. É falho
e já premiou, pelo que sabemos, muitos nobelizados que não mereciam. Alcançaram
o prêmio por razões de interesse
político ou conveniência, não por mérito
literário.
Haja vista a lista que mostra, a nosso ver, os vencedores que não
mereciam o Nobel:
1. Sully Proudhome (1962) —
primeiro poeta que recebeu o Nobe.l
2. Wnston Churchil (1953) — não
era literato, mas político.
3. John Steibeck (1962) — indicado inesperadamente
4. Eyvind Johson e Harry Hartinson
(1974) — incrível integravam a equipe dos formuladores do Nobel.
5. Pearl Buck — atendeu interesse
internacional.
6. Bob Dylan (2016) — era cantor, nunca um literato.
7. Peter Handke (2019) — motivos
meramente políticos.
8. Mário Vargas Llosa— motivos
políticos.
9. Doris Lessing — não era uma
propriamente literata
10. Jean-Paul Sartre (1964) — recusou devido
intercessão da Rússia, não era literato, mas filósofo.
Como se vê, por detrás dos bastidores corriam indicações influenciada
por política e favoritismo.
Ora, o que é questionável não a importância do Nobel, em si, considerando o peso de importância e o mérito
mundial que alcançou o prêmio junto ao mundo, às classes
acadêmicas. Acontece que nem todas as pessoas, de renome ou não, acreditam nos
critérios adotados pelos seus administradores. A prova está nos dez premiados
suscetíveis de engano ou influenciáveis suas indicações.
Observemos dois casos de escritores que receberam o Nobel, ambos
literatos, seus livros vendidos como verdadeiros best-sellers. Muitos
best-sellers os superam certamente, por exemplo
Stephen King, escritor americano.
Façamos uma análise rápida de pelo menos duas escritoras, premiadas
pelo Nobel — uma em 2022, Annie Erneaux, francesa e a outra este ano de 2026,
Anne Carson, canadense. A primeira, Erneaux, que escreveu uma tonelada de
livros, todos recorrentes de sua própria vida, criticando atos e fatos
ocorridos — ao tempo que discorre sobre todas suas estripulias inclusive
sexuais, como se nos interessasse sua vida íntima. Seus livros intragáveis sob
o aspecto literário propriamente.
A outra é a escritora canadense professora elogiada, com vários prêmios, helenista, ensaísta,
crítica de arte, tradutora e poeta — um verdadeiro gênio, Anne Carson, que
acaba de emplacar o Nobel 2026. Temos um de seus livros em mãos, “Autobiografia
do Vermelho”. Incrível, trata-se nada menos que de uma biografia, supostamente
atual, narrando os heróis míticos da
Grécia Clássica, Hércules e Gerião. A recriação feita pela novel helenista o faz narrando as peripécias dos dois, em
pleno século vinte e um. Mas por que a atual helenista aborda essa peripécias,
com dois exemplos de homossexuais
caminhando pelas ruas das cidades?
Ora, e temos que engolir toda
essa baboseira, indignados. Sua literatura, criptografia da mitologia, apoiada
— sabe em quem? Gertrude Stein, Emily Dickinson. E tudo
escrito verdadeiramente, mas através dos fluxos estrambóticos da consciência.
Bsb, 21.10.26
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