VALE A PENA VIVER?
A pergunta parece refluir nas avenidas da modernidade. Grito de ilusão, fúria dentro de um túnel infinito? Ou o caminho luminoso da Esperança?
Filósofos, autores e cientistas,
ateus e apáticos lançaram essas vozes para os Céus — não vale a pena viver, a
vida não faz sentido.
Será que não vale mesmo a pena
viver neste mundo, pleno de desigualdade, miséria e indiferença, falto de amor,
equidade, razão e ética?
Em priscas eras, já os primeiros
filósofos assinalavam esses temores — a sofística já nos advertia sobre o
negativismo da desesperança.
Ocorre que nós, os seres humanos
não somos androides, nossos braços são asas de sonhos, os pés mesmo andrajosos,
a percorrerem os pântanos, são capazes de voar. Nossos olhos são como lâmpadas,
amplexos de luz, a alumiarem as sendas do caminho.
Não somos estátuas desestruturadas,
tampouco serpentes, a espalharem seus venenos pelos caminhos. Somos entes, sim,
que choram por suas tristezas, mas se alegram pelo sol que ilumina seus passos pelos
escaninhos tortuosos desta vida.
Não somos plátanos vazios,
deslizamos como sopros de convivência auferidos à beleza. Os pássaros nos
ensejam a polivalência e o equilíbrio em seus voos ecléticos.
Sim — nossa vida tem sentido, em
toda dor nossa reside um fio de esperança.
Eu vô-los digo, meus Amigos e
Amigas, caminheiros das trilhas a serem percorridas — quem nos inspiram são os
Santos Anjos. Asas invisíveis de
esperança que nos fortalecem na escuridão.
São os anjos, essas criaturas celestes,
nossos plantonistas do Amor que confirmam o que dizia Santo Agostinho: Ama e faze o que quiseres.
Bsb. 3.10.26

Nenhum comentário:
Postar um comentário