O MAL DE PROTÁGORAS
Vez em quando nossa humanidade enseja renovar sua
caminhada. Mas acaba tomando o caminho errado. Entenda quem quiser. Ora,
sabemos que as veredas não têm sido fáceis.
Na
Idade Média, os eventos foram terríveis — a peste negra devastou a humanidade,
enquanto, depois, o movimento chamado Inquisição, com fatos positivos e
negativos, fez uma devassa tentando separar à força o joio do trigo.
Depois,
em 1789, eis que deflagra-se um movimento, à guisa de modernidade e centrado no
terrorismo político, a inaudita Revolução Francesa, na verdade um dos eventos
mais sediciosos da história, cujas consequências até hoje sofremos, sob
alegação de que o mundo evoluía, o que nem sempre se sucedeu, senão o criação
da guilhotina, o símbolo do terror, ao invés da
sonhada melhoria do mundo. O que dela decorreu foi um suposta evolução
social econômico-financeiro, com o decaimento
da ética, da moral e dos costumes.
Com
a tal Revolução Francesa o mundo teria entrado, como dizem, nos acordes de uma
civilização evoluída, mas não nos livrou
das primeira e segunda guerras mundiais e outras catástrofes que atingiram a
humanidade.
A
nosso ver o a Revolução Francesa não
obteve essa grande melhoria para o
mundo, ao contrário teve o demérito de introduzir nas hostes supostamente mais
evoluídas nada menos que o pior dos inventos possíveis — a ideologia. Seu inventor o iluminista francês Antoine de Desutt de Tracy, no final do século XVII, por volta de
1796-1801, termo criado para definir a ciência
das ideias. Napoleão, por sinal, apelidou o termo e seus seguidores de ideólogos, acusando-os de “abstratos e irrealistas da realidade prática.”
Aliás,
Karl Marx, nos meados do século XIX, definiu a tal ideologia como ciência, uma
“falsa consciência da distorção da
realidade”, termo esse hoje amplamente utilizado nas ciências sociais.
Resumindo
tudo, a ideologia, essa mesma falsa distorção da realidade, passou a ser
condição sine-qua-non para nossos filósofos, historiadores e sobretudo os
sociólogos atuais. E surgem em jorro os apoiadores, gregos e troianos: Paulo Freire, Fidel Castro, Zigmunt Bauman,
Jacques Derrida, Nancy Fraser, Nicos Poulantza (1936-1979), Oscar Niemeyer,
Garcia Marques, Thomas Piketti, José Saramago, Graciliano Ramos, Noam Chomsky,
John Steinback e esse economista adorado pela mídia Noam Harari.
O
problema é que a ideologia não ficou restrita às áreas comunistas — ela se
espalhou como um verdadeiro vírus, infiltrando-se praticamente em todas as
atividades humanas, inclusive nas universidades, escolas, espécie de praga,
influenciando pessoas e o que é pior, subvertendo a política e a economia. Até
mesmo o sentido da vida.
E
quem foi o responsável por essa extraordinária subversão — o maior terrorista
divulgador do comunismo de todos os tempos, o italiano Antonio Sebastiano Francisco
Gramisc. O problema é que o vírus gramisciano não ficou ai. Espalhou-se
para outras órbitas, sociais morais e
até religiosas. Resultado — infestou e continua infestando todos os atuais movimentos que vêm viralizando no mundo atual, cultura woke, aquecimento global, Gaia
Ciência e principalmente talvez o mais inócuo e devastador: a
teoria do gênero.
E
saibam a origem desses desacertos que tantos males vêm causando às pessoas e ao
mundo em geral? Um filosófo grego chamado Protágoras (490 a.C) que criou esse
paradigma: “O homem é a medida de todas
as coisas”
Nossos filósofos, escritores, poetas e cientistas, em geral ateus ou agnósticos, adotaram Protágoras por lema e o divinizaram como o maior transformista a influenciar nossa historiografia humana.
Bsb, 24.03.26
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